quarta-feira, julho 15, 2009

MISÉRIA INCUBA CRIME E VIOLÊNCIA

Toda a gente sabe que o fundo do poço ou fundo do abismo não é o limite para um Portugal Corrupto e injusto sempre a descer, agravado notoriamente pelas Políticas de Fingir do triste Pinóquio Nacional. Mas o mal vem de muito longe. Têm de ser rasgadas políticas prolongadas de incúria, desmantelamento produtivo, negociação fraca com as instâncias europeias, que passam por desprover completamente e deixar sem horizontes cada vez mais portugueses obrigados a emigrar ou a passar fome. É preciso insistir nisto: como nem todos os empresários e supostos criadores de riqueza sabem ser socialmente responsáveis como um Rui Nabeiro, bem pelo contrário, só conhecem a linguagem negreira de explorar com toda a vileza outros seres humanos à sombra de leis laborais iníquas; sabem apenas deslocalizar-se como uma praga de gafanhotos, há que, pelo voto, renovar esta perversa lógica e a nociva dinâmica das coisas. Fortalecer o BE. Fortalecer o PCP. Fortalecer o PP. Não precisamos de líderes que olham mais para o Poder que para o Povo que neles tem delegado responsabilidades e confiado acriticamente. Não precisamos de mentirosos, desonestos, perseguidores dos opositores, tiranos, crassos impreparados, aprendizes de feiticeiros, domadores do fogo, pequinhentos farsantes no Parlamento. Sócrates exauriu um País sobejamente fustigado. Ter ainda de vê-lo e de ouvi-lo em babugens demagógicas corresponde ao mais penoso cansaço e ao asco supremos. Quando a propaganda sai pela culatra. Temos de ter gente inteligente, criativa, sabedora e dialogante. Caso contrário, a rebelião e a violência converter-se-ão na nova linguagem inédita de um País desvirtuado. De essa consequência inevitável nem os condomínios de luxo, fortalezas fechadas, protegerão esses infinitos condutores de luxuosos carros desportivos num país que nada produz e diverge mais e mais, a cada ano, a cada legislatura, do crescimento, bem-estar e riqueza dos demais países europeus: «Os 20 por cento mais ricos têm 6,1 vezes mais rendimentos do que os 20 por cento mais pobres, segundo os resultados provisórios do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) do Instituto Nacional de Estatística (INE), realizado em 2008 mas que incidiu sobre os rendimentos de 2007. No ano anterior, eram 6,5.»

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