sexta-feira, julho 24, 2009

GLORIOSO WOLFGANG AMADEUS MOZART


De todos os consolos, de todos os bálsamos, Mozart! O máximo possível Mozart. Vero glorioso. Assombroso imortal. Empobrecido e aflito, próximo do fim, como o gigante Camões, à míngua. Nunca conseguiu a sonhada e perseguida estabilidade numa qualquer corte. Tanta divindade e tanta glória pudibundamente rejeitadas! Quotas. Tectos. Gases. Morte prematura. O paradoxo da vala comum. E hoje consolo puro nas melhores gravações e nos melhores intérpretes, árias fabulosas, missas sublimes, concertos suculentos. Mesmo estes papéis recuperados, ao que tudo indica inéditos, instilam uma sensação de inefável Magia: «“O departamento de pesquisa da Fundação Mozarteum Internacional identificou dois trabalhos, que já estavam há algum tempo na posse da fundação, como sendo composições de Wolfgang Amadeus Mozart”, anunciou a instituição num comunicado.»

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