SOAP OPERA NACIONAL ABROAD

Fuel ao circo mediático nacional, cuja propensão para o efémero e alguidaresco é já proverbial, Renato Seabra será o protagonista perfeito, ainda para mais abroad, quem sabe em passes de charme, quem sabe em pose sob flashes, acabrunhado, mas proporcionando a very exquisite assunto. Após o estupor da escabrosa notícia inicial, que reverberou, por algum tempo, numa fartura de proventos aos tablóides, haja agora a justa complacência para com os mesmos abutres da indiscrição e da indecência dos factos e das versões. Absoltos estão todos os que, como eu, se movam por estrita compaixão e aquela necessidade de compreender, comum ao cirurgião e ao asceta, qual a estrema entre o mais demoníaco acto de amor [Há quem implore para ser morto!] e a mais angelical monstruosidade [Há quem aquiesça em matar!]. Mesmo que o meu amigo Manuel Gouveia insista que não, eis-nos absoltos.

Comments

Anonymous said…
Renato telefonou à mãe e disse:
"comida, sabor estranho, quero regressar". Castro era uma ratazana velha e tinha a escola toda do seu submundo, onde muitos recorrem a substâncias para se transformarem e efeminizarem. Longe de casa, sem fuga possível, quem garante que o velho, perdido de amores, não tivesse maquiavelicamente jogado todos os seus trunfos? Para mais facilmente corromper, enfraquecer e assim, dominar o jovem? Administrado por Castro ou por interpostas pessoas, qual o efeito avassalador na mente de qualquer um, vítima duma jogada deste género? E se Renato se apercebeu disso ou no mínimo, desconfiou, tendo isso limitado a capacidade de "responder por si"?. Que nenhuma pista seja deixada fora: restos de comida, medicamentos no quarto, análises sanguíneas, etc. Assim sendo, Renato merece 1000 anos de perdão.
Anonymous said…
Pequena pergunta
Os amigos de Renato Seabra dizem tratar-se de um ser humano excepcional, bom aluno e sem problemas, reparem que todas as pessoas que o conhecem não tem nada a apontar. Lembrem-se que ele dizia que andava a dormir mal (provavelmente já não conseguia estar com Castro e por vergonha não dizia o motivo de dormir mal à mãe) e que segundo também ouvi dizer que a comida lhe sabia mal (isto é um ponto que deviam investigar) e que queria regressar a Portugal porque se sentia preso, utilizava o telefone de outras pessoas para telefonar para a mãe para pedir para regressar o significa que estava completamente dependente financeiramente da outra pessoa. Agora pergunto: para além da avaliação psicológica deste rapaz, alguém fez análises de sangue ao mesmo para saber se ele tomou alguma coisa ou não quando cometeu o crime? Eu digo isto porque tive um vizinho que era muito calmo, simpático, educado e nos últimos tempos andava chateado com a vida dele por ter de sair de casa e um belo dia resolveu tomar um comprimido e beber àgua-ardente, resultado ficou completamente alterado ao ponto de partir os vidros todos das janelas, conseguir dobrar uma antena parabólica, vejam a força, etc.
Karocha said…
Caro Anónimo

Aquilo são os States,não Portugal!
Se for ao site do DN,está lá a confissão,e ele prescindiu de advogado, Miranda rights...

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