sábado, outubro 29, 2011

AS CELAS VAZIAS DE CAMPOS E SÓCRATES

Não se estranhe ser o negócio das Scut entre o Governo de José Sócrates e o Grupo Mota Engil apenas a ponta de um extenso e esmagador iceberg de seis anos danosos e devastadores sobre o Estado português. O que Marques Mendes revela e acusa, com uma coragem rara em Portugal, merece de um Ministério Público, ainda Pinto-Capado e Monteiro-Partidarizado, as devidas acções e consequências: em 2010, ano em foi decido colocar portagens nas Scut, houve um acordo entre o Governo de Sócrates e o grupo Mota para a introdução de portagens nas auto-estradas Costa de Prata, Grande Porto e Beira Litoral, só que nessa ocasião o Grupo Mota exigiu que para introduzir portagens naquelas três Scut fossem também renegociados os contratos de outras duas concessões (a da Grande Lisboa e a do Norte – A7 e A11). O Governo aceitou uma exigência de uma forma absolutamente irresponsável, colocando-se pelo interesse particular contra o interesse público. Ora, se os custos para o país deste negócio, em 2010 daquelas duas concessões (a da Grande Lisboa e a do Norte – A7 e A11) eram zero, a partir de 2010, a estimativa de encargos que o Estado vai ter com aquelas duas concessões será de 1,42 mil milhões de Euros, ou seja, 281 milhões na Grande Lisboa e 1,139 mil milhões na do Norte. Prejuízos quase davam para pagar o subsídio de férias e de Natal que vai ser cortado aos funcionários públicos e pensionistas (cerca dois mil milhões em termos líquidos. Se isto não é criminoso, o que será criminoso? É por isso que quando vemos que Sócrates goza os frutos da sua honestidade e extrema diligência por Portugal em Paris e Paulo Campos vai cagando e rindo enquanto se recosta e respalda o real cagueiro nos bancos do Parlamento, temos nojo. Onde está uma Justiça que obrigue a uma cabal explicação? Até que ponto um País quase falido com jogadas destas pode suportar a mais reles promiscuidade com contrapartidas obscenas e negociatas pelo meio sem que nenhumas responsabilidades seja assacadas ou a devida criminalização agilizada?! Não é necessário muito esforço para provar e comprovar a gestão ruinosa e irresponsável de José Sócrates e Paulo Campos, ex-secretário de Estado das Obras Públicas. Faltam, sim, colhões para o trabalho processual, para a produção de uma acusação, sendo que a sociedade, para mal de si mesma, parece perdida e nem se une nem se dói perante os que tão desbragadamente a lesaram.

3 comentários:

io disse...

O contrato a que alude MM e a que se refere no post não foi visado pelo Tribunal de Contas? Se sim qual foi o resultado. Se não...não era obrigatório?

Miguel disse...

Não te tirando razão, com o devido respeito, Isaltino não foi reeleito? Alguém duvida que, apesar de condenado pelos crimes que foi, volta a ganhar as eleições?

O problema é só um: a complacência (e até apoio!!) dos cidadãos, de um povo à corrupção e ao compadrio. Por isso, não faltam "colhões", falta um povo à séria que os aperte!!

"a sociedade [...] nem se une nem se dói perante os que tão desbragadamente a lesaram [e lesam]" no ontem, hoje e, infelizmente, no amanhã.

O Eleitorado Morre Mas Não Se Rende disse...

faltam quê?

isso é machismo

as gaijas não os têm e trabalham mais que os que os têm (em média)