domingo, outubro 23, 2011

DELÍRIOS TERMINAIS DO PADRE CAVIAR

A partir do momento em que o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, se ausentou das reuniões com a Toyka a fim de fazer algo por nós, nem que fosse a simular, perdeu a face e foi punido nas urnas. Agora como sempre as suas intervenções enfermam de nula força moral, de exemplo e sobretudo de saídas exequíveis. Cavaco, Carvalho da Silva, João Proença e Francisco Louçã são comentadores fracos e até, em certo sentido, nulidades dispensáveis. São, todos eles, autores do nosso monstro. Para combater o monstro já não se pode criminalizar um Governo criminoso como o de Sócrates, interrompendo as maldades e os negócios maldosos que se fizeram. A única forma é ir às pessoas, ao bolso das pessoas e sobretudo à dignidade das pessoas uma vez que as pessoas dormiram na forma, votaram em Governos de Rapina, reelegeram incompetentes e toda a casta de malfeitores. Cavaco, Carvalho da Silva, João Proença e Francisco Louçã estão esgotados. Não foram vozes de alerta veementes o suficiente ou sequer atentas. O Padre Caviar Louçã chegou ao fim da linha. Mas sempre houve cadáveres inconscientes de o serem. 

3 comentários:

Filipe Tourais disse...

Se bem percebi, se tivesse ido à reunião com a troika, tudo seria diferente. E a culpa pela preferência dos portugueses por gatunos também é dele. A velhinha não queria atravessar a estrada, mas o "padre" obrigou-a. Assim é que teria estado bem. Agora, é deixar o poder cair nas mãos dos campistas sem voto que gritam nas ruas. Excelente vida nos reserva o futuro.

joshua disse...

Se tivesse reunido com a Troyka ganharia uma legitimidade superior e o País ganharia com isso. O exercício da retórica autopsiante está esgotado: aquilo que separava Louçã de Sócrates no Parlamento nunca foi até às últimas consequências e não foi porque, em última instância, o Parlamento é um local de delícias individuais, no presente e mais tarde, quando advier a reforma.

Filipe Tourais disse...

Reconhece, portanto, autoridade à troika ao ponto de tornar obrigatória a participação numa encenação de negociação (hoje, é pacífico que o foi) mesmo a partidos que não estavam no Governo. é um pouco difícil compatibilizar isto com a crítica às medidas que nos estão a afogar, não acha? Ou será que seria mais útil que o BE também se tivesse ajoelhado para confirmar a teoria que, pelo que vejo, também partilha, do "eles são todos iguais"? Excluí a apologia da encenação por achar que, ainda assim, defende verdade na política.