sexta-feira, outubro 28, 2011

DA UNIDADE ARTIFICIAL DA ESPANHA

«A Espanha continua a não ser unitária do ponto de vista cultural. Ora vejamos. Em primeiro lugar há uma grande diferença de PIB entre o terço oriental e o resto da Espanha. A Catalunha, Navarra, País Basco e Aragão são grosso modo a Espanha rica, excluindo obviamente a capital, Madrid. A Espanha pobre está a ocidente, em parte devido à exclusão feita pela própria capital. Vimos as diferenças económicas. Depois há as climáticas. Temos a Espanha atlântica, do País Basco, das Astúrias, Cantábria, Galiza. E a Espanha mediterrânica, quase tudo o resto. Há ainda as diferenças linguísticas, essas bem marcadas. Temos o galego, ou galaico-português, o castelhano, o catalão, o basco, e ainda vestígios do asturiano, leonês ou aragonês. O castelhano afasta-se de todas estas línguas, tal como o basco. Há tempos vi um velho livro inglês sobre raças europeias. Os portugueses faziam parte das raças atlânticas, a par dos galegos, asturianos, cantábricos, bascos, ingleses, irlandeses, escoceses ou bretões. Enfim, tanta conversa para dizer que a unidade cultural da Espanha é artificial, e na minha opinião, todos estaríamos melhor com a Ibéria separada em pequenos estados, Portugal e Galiza unidos, País Basco e Catalunha independentes, e quiçá Cantábria e Asturias ligados a nós ou também independentes.» Zephyrus

1 comentário:

floribundus disse...

a divisa de Franco passou a
'Huna e indivisible'