sábado, outubro 22, 2011

A MONSTRUOSIDADE DA SEMANA

Olho hoje para Cavaco como olhei e olho para Sócrates: ninguém mais malicioso nos calhou em sorte que este e, através deste, vieram todos os nazis funcionais, assessores e políticos de baixa extracção, gente da pior casta, completar o serviço iniciado. Liquidar Portugal. Movidos pela energia hidráulica da avidez partidária e pessoal, pura pulhice que nem os mais vulgares azeiteiros, energia hidráulica porque meteram água em proporções diluvianas. Cavaco é a outra metade, velha metade, da trágica equação portuguesa. E ainda o acusam de ajudar o PSD e favorecer o PSD. Quem o acusa? As viúvas de Sócrates, gente ainda hoje a poluir de desonestidade intelectual e moral nos seus blogues sujos, procurando lançar por terra as naturais moções da cidadania à procura de Justiça e que justamente desejam ir desenterrar das doçuras parisienses o fautor da nossa amargura. Nada mais falso. Cavaco foi capaz da monstruosidade da semana contra um Governo obrigado às medidas mais impopulares e inescapáveis de sempre. Não há, fora de Cavaco, ninguém mais nocivo ao PSD. Foi ele que conduziu Manuela Ferreira Leite a uma derrota, em 2009, através de um silêncio grunho, a propósito das Escutas a Belém, que se prestou às mais funestas interpretações do eleitorado e que só penalizou o PSD, cuja vitória certamente representaria o começo da inversão de marcha à deriva despesista e delapidatória então em decurso. Quem cooperou, nessas eleições, para que o eleitorado fosse defraudado porque alvo de uma grosseira fraude? Cavaco, who else?! E agora apunhala Pedro Passos Coelho como nunca rejeitou, verberou ou se demarcou de gente proba e ilustre, como Dias Loureiro ou Oliveira e Costa, nem mesmo no cerne do escândalo. Se Cavaco hostilizou Sócrates foi sempre a medo e abaixo das necessidades do País. Não sei o que é eu que vi alguma vez no PR, nada mais que outro ego inflado a correr por si mesmo no desespero por contrariar a narrativa colectiva que o condena; na insónia devastadora por ficar na nossa História, mas não tão tostado de culpas como o grosseiro agente da bancarrota portuguesa que ainda se passeia por Paris, sem vergonha nem remorsos. E vão 26 anos disto.

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