segunda-feira, agosto 31, 2009

GROTESCO MACHIO COVARDE

Tudo começa com o machio doce. Depois é o inferno. O hábito de denunciar o machio covarde porque agressor desinibiu-se e aumentaram as boas razões para o fazer na certeza de alguma espécie de atendimento policial e institucional. Prevenir, erradicar essa infecta violência no cerne de muitas famílias não se faz certamente com Magalhães nem com mais educação fisiológica sexual, mas com uma componente ética na educação hoje muito secundarizada e até atraiçoada lá, onde deveria ser exemplar e inatacável. A vitimologia moderna permite aliás enquadrar as "responsabilidades" da própria vítima por ter tolerado uma primeira vez, o chamado potencial de receptividade vitimal, meios de vitimização e sua inter-relação com o vitimizador. Violentar a recta razão dos portugueses com propaganda enganosa é violência doméstica. Mentir, perseguir, corromper no seio do Estado é violência doméstica. Os cidadãos têm poder de ruptura com este estado de coisas e não o exercem ou então convencem-se de que a abstenção, o voto nulo ou o voto branco são a tal mensagem, quando na verdade agudiza o problema apassivando e neutralizando ainda mais a sociedade no seu sentido crítico, deixando-a à mercê de quem a suga, a sodomiza, a explora. Mulheres e homens agredidos têm poder. Podem quebrar o ciclo. Têm poder cidadãos descurados, empobrecidos, explorados pelos oligopólios enroscados na partidocracia ávida, medonha, que nos tem regido. Podem quebrar o ciclo. Então por que o não fazem?!: «Segundo os últimos dados da PSP, o número de casos de violência doméstica tem subido nos últimos três anos, tendo sido registados 17.647 processos em 2008, mais 4597 que no ano anterior.»

1 comentário:

Pedro Fontela disse...

Quem a suga de vitalidade e honra são os partidos e os seus sequazes daí que votar não seja nada mais que um acto passivo de validação do actual estado de coisas. Nada muda a não ser que se deixe cair a presente realidade política de podre (aliás diz volumes do estado de coisas que ele consegue ter crises sucessivas, cada vez piores, sem ter um único inimigo institucional).