quarta-feira, agosto 19, 2009

SEM MANIQUEU SOB UM MANTO DE PAVOR

Era preciso que eu fosse assim tão maniqueu, Paulo. Não sou maniqueu. É necessário lutar contra Sócrates até à sua derrota eleitoral na proporção em que bombardeou Portugal com uma Imagem e uma ilusão messiânicas e foi absolutista num tempo pluralista. O Cavaquismo era mais que Cavaco e o Socratismo é mais que Sócrates. O Cavaquismo foi o devoramento clientelar dos fundos comunitários e o desperdício de oportunidades. O Socratismo é a colonização e apropriação do aparelho do Estado, o domínio crasso dos Media, a interferência funda na Justiça, é e a Mentira em estado sólido num desígnio de Poder oprimente e indiferente às pessoas, apesar de palavras em contrário. Falar em Sócrates é para mim falar de Socratismo. Falar de Portugal e dos portugueses também não é personalizar, é falar do que se vê e sente todos os dias. Levado ao extremo, não personalizar poderá ser conivência com Tiranos, com Estalines, Hitleres e outros esmagadores de gente. O manto de Pavor nesses dois contextos levou a que quase ninguém "personalizasse", só uns cientistas exilados, Thomas Mann ou Soljinetsine. Não sei se sentes, com toda a tua Razão Socrática em sentido filosófico, o meu ponto aqui.

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