terça-feira, setembro 20, 2011

APARELHISMO DE BLOQUEIO SOCIALISTA

Quer no tempo de Santana, com a máquina guterrista plenamente instalada no ME a fazer lastro, quer provavelmente hoje, uma das razões por que há enormes dificuldades nos Governos PSD/CDS em lidar com os concursos de professores pode perfeitamente ter a ver com o aparelhismo de bloqueio socialista que perpassa todos os interstícios do sistema educativo: eis um sistema ampla e estrategicamente colonizado pelo PS-socratista e com agenda de bloqueio cujos resultados podem ser devastadores para a imagem de um Executivo, especialmente se for novo. Não se pense que esta gente funciona na generosidade dos funcionários puros, patriotas e apartidários, ou faz por que a coisa deslize lindamente, independentemente da cor governamental. Não. E basta um toque de anti-Midas informático para explodir com tudo. Os pés de barro de um Governo passam pelo lastro difuso de uma espécie de greve de zelo ou negligência deliberada dos que se lhe opõem, instinto de resistência a quem os pode demitir, dispensar, despedir por estritas razões de confiança política e toda a gente sabe que há imenso emprego político e politizado prestes a ser extinto na Educação. Descurar certos procedimentos torna-se, por isso, arma letal porque se trata de gente, são os professores a sofrer e a protestar. É preciso muito pouco para minar um Governo que não seja PS. Pelos vistos tudo começa exactamente aí, Santana que o diga. Matéria delicadíssima que os benévolos e condescendentes líderes dos partidos coligados não quiseram perceber.

2 comentários:

Nuno Oliveira disse...

"É preciso muito pouco para minar um Governo que não seja PS. Pelos vistos tudo começa exactamente aí, Santana que o diga."

Caríssimo Joshua,
o (curto) Governo de Santana foi mau.
Caiu e, para mim, caiu bem.
Podemos discutir a forma, estarei a seu lado nisso, todavia naquilo que é prático, o sumo da coisa, não tem nada que engane. Para o país foi melhor que Santana tivesse caído.
Adivinhando o que o meu amigo estará a pensar, que a seguir veio o objecto do seu mais que tudo repúdio, o abominável Sócrates, não me leia erradamente. Justifico a queda de Santana, não a subida de Sócrates ao poder. Consequência uma da outra? Talvez. Mas isso já é ir longe demais, no que ao meu ponto de vista diz respeito.
Do mesmo modo, permita que lhe diga, parece-me exagerada essa tendência perseguitiva em relação aos Governos laranjas. Houve-os bons e maus. Nem tudo o que houve de óptimo se lhes deve, nem tudo o que de mau lhes sucedeu se deve a obra externa.
A minha posição estará, sempre, no meio das barricadas porque reconheço méritos e cagadas ambos os lados.
Assim é a realidade. Além disso atribuir o fracasso de Governos do PSD a minagens tão fáceis é demasiado redutor para o real valor, para o bem e para o mal, dos Governos laranjas.
Digo eu.
Grande abraço.

joshua disse...

Quanto à miséria do Governo Santana, nada a refutar, Nuno. Mas o ponto aqui são os rombos numa imagem demasiado tenra para resistir a um dossiê desastroso como o da colocação de professores. O que aconteceu depois disso veio culminar uma complexa teia de rejeição e conspiração activa do spin de assessores a salivar na sombra: as intervenções parlamentares de Sócrates, por essa altura, eram já assassinas e venenosas, demagógicas e absolutamente sôfregas de Poder desse por onde desse.

Deu nisto.

Grande Abraço.