sexta-feira, setembro 30, 2011

O ÓDIO A SÓCRATES É UM FILÃO QUE ALASTRA

Enquanto Sócrates se internou na vida dândi de Paris, com as suas delícias e taras, o pessoalzinho de mão, assessores-servidores do diabo, que é quem lhes paga em géneros e em pó, afadiga-se por beatificá-lo e nisso manifesta-se incansável. A sua tarefa consiste em branquear o monturo de merda que sua excelência relegou cá à maralha. Tais assessores costumam apostrofar o suposto ódio infundado que a gente do PSD tem pela referida peça. Mas a verdade é outra. Não é preciso ser PSD para odiar Sócrates. O ódio a Sócrates, de que alguns, como eu, foram impotentes precursores porque não escutados por demasiado tempo, está bem fundo na opinião pública. Parte dela como reacção ao tempo que passou intoxicada e contaminada por toda a espécie maquilhagem enganosa. Esse ódio, fundo, visceral, não é também uma questão de desejo de vingança, mas de necessidade de Justiça, catarse de que temos falta, apenas vislumbrada e experimentada quando sucede alguma prisão mediática... logo a seguir anulada. Nem sempre é por não se produzir acusação que alguém expia os crimes que cometeu: nunca alguém foi tão protegido institucionalmente como o Primadonna. Mentir aos portugueses, combater os adversário mediante a humilhação parlamentar, caluniar os inimigos políticos com um sistema bem montado de espionagem e colecção de informação descontextualizada posta circular na rede, omitir o estado em que o PS socratista deixou as finanças públicas, com sucessivas fugas para a frente e para os lados, especialmente a pretexto da crise internacional com que se intensificou o amiguismo, o populismo pré-eleitoral, o eleitoralismo esbanjador, os gastos extraordinários com os ajustes directos que proliferaram antes de Setembro de 2009. A democracia sob Sócrates retrocedeu e retorceu-se. Um tipo de salazarismo negro, uma metodologia facínora de promoção da imagem levaram-no a gastos impensáveis com aparições e anúncios pífios. Nunca ninguém foi tão abominavelmente omnipresente nas TV e nos media até ao sumo nojo.

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