terça-feira, setembro 27, 2011

ASSESSORES E PROFESSORES

Corresponde aos anos repletos de merda-Sócrates uma das acções mais cretinas na história de Portugal.  Foi descoberto um modo novo de actuar sobre a 'viciosa' classe docente pautado pela malícia, pelas generalizações abusivas, pela perseguição e a humilhação daqueles que sendo capazes de excelência e de mediocridade, como toda a gente de todas as demais classes, foram preferencialmente rebaixados pela bitola 'honesta' e 'recta' socratista. Na verdade, o plano maligno tinha uma contrapartida: se se tornou lícito e aplaudível a perseguição e humilhação dos professores, na sombra uma caterva de assessores de imagem e língua de pau dessa governação nunca foi tão bem paga na vida. Assim, enquanto se mobilizavam os media contra o suposto conservadorismo e decadência da chamada "corporação", a corporação dos políticos corruptos e corruptores e dos assessores corruptos passivos ganhava o jackpot com pagamentos e benefícios que o erário português alguma vez já viu. Cambada de judas. Em troca de lhes meterem milhares de euros pelo cu, foram capazes de eleger a única classe que possibilita todas as outras, suscitando excelência e sublimidade técnica e humanística. Não se tratava de uma luta simplista e maniqueísta aquela que se travou a luta contra o epítome de uma maldade inominável, Maria de Lurdes Rodrigues, e todas as formas de olhar a questão sob o prisma da vaca. Há, admitamos, professores medíocres, paternalistas, egocêntricos, provincianos, manhosos, excelentes pessoas, mortinhas pela reforma, pelas férias, pelo descanso. Há. Mas por que motivo reduzir uma classe a tais características estereótipo?! Por não haver qualquer sentido de proporção e de justiça foi necessário combater, sobretudo pelos movimentos de professores, por toda a oposição, uma abodagem insidiosa, desumana e absolutamente diabólica como se pudesse passar pela cabeça de um Governo declarar que todos os torneiros mecânicos são filhos da puta. Sócrates não presta. Nunca prestou. No seu projecto de poder pelo poder qualquer estupidez populista valia a pena. Nessa medida, algures na longa perfídia desencadeada contra uma classe na leprosaria, Lurdes Rodrigues pôde dizer, era a fórmula do poder pelo poder, ter perdido os professores mas ganho a opinião pública. Entretanto, os assessores enriqueceram em manobras diabólicas e ganhos obscenos e há os professores ou extenuados ou a roçar a indigência. Belo serviço.

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