quarta-feira, setembro 28, 2011

NA EXTINÇÃO DOS MONOS IGAL, ACT E ERSE

Uma das coisas que mais dói aos socratistas remanescentes nas estruturas redundantes do Estado, o clélebre aparelho, diz respeito ao fim de estruturas e mecanismos absolutamente excrescentes do Estado-suposto-fiscalizador, desde as Inspecções-Gerais, muitas das quais já foram fundidas e outras eliminadas, como a inútil IGAL [Inspecção-Geral da Administração Local]. Se, por exemplo, esta fosse uma instituição indispensável para assegurar que os autarcas não poriam jamais o pé em ramo verde, para salvaguardar a legalidade urbanística ou para evitar a multiplicação daqueles casos que se arrastam nos tribunais, então, dados os exemplos de prevaricação grosseira e evidente que grassam de norte a sul beneficiando certamente do devido filtro politizado, a IGAL estava já morta e enterrada. O que não passe de mera figura de ornamento e ganha-pão de quem a chefie, deve acabar. Quando o respectivo Inspector-Geral ousou chamar a atenção para o suposto erro que esta decisão de eliminação comportaria, sendo imediatamente exonerado, estava somente a cantar o canto do seu próprio cisne, barafustando em causa própria por um lugar vitalício e uma função há muito disfuncional. Da mesma forma, a ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho] não serve para absolutamente nada e vai acabar. Devemos desconfiar destas 'autoridades' e 'entidades'. Não têm qualquer relevância e nasceram por razões políticas e para se justificarem a si mesmas com a nulidade silenciosa que lhes assiste, rendosa para os seus, invisível todo o tempo. Finalmente, o fim do mono ERSE [Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos]: o que faremos com a suposta independência dos reguladores nomeados e politizados por quem os nomeia, conforme vimos e revimos durante o consulado negro socratista? Para que serve a ERSE no paraíso da cartelização? Festejarei aqui o fim de cada mono criado e mantido para ser inútil e politizado. Acabem-se os monos no Aparelho de Estado, já. Havendo um só socratista pançudo que se dói pelo fim de estas excrescências malignas, não poderia haver melhor sinal do bom caminho seguido pelo Governo Passos Coelho. É que o aparelho de Estado ainda é deles, concebido por eles, reservado para eles. Urge acabar com isto e já vai tarde.

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