segunda-feira, agosto 10, 2009

BELO DIA PARA UMA INSURGÊNCIA


O que eu queria estar ali, naquela esplendorosa insurgência simbólica, carregando também o escadote de três metros, soerguendo-o igualmente, trepando, degrau a degrau, a hastear com orgulho esta bandeira secular (1830-2009!), glória de um carácter e de uma identidade ímpares na Europa e no Planeta, hoje diluídas na viscosa mediocridade da política e dos políticos, atados à Ganância e à Venalidade com as quais nos amesquinham os horizontes. Fala-se de generosidade, conceito omnipresente para caracterizar Solnado, esse enorme Morto Ilusório, e um certo Portugal Perdido. Nunca foi tão quimérico pensar generosos Portugal e os Portugueses! Ruptura com o Passado e o melhor da sua Têmpera, individualismo feroz, atomismo dos interesses, perda do sentido de conjunto. A sociedade portuguesa, cada vez mais velha agremiação senil de cada vez mais idosos, dissolve-se lentamente na sua insignificância enquanto os jovens, com décadas de precariado laboral, já não procriam que reponham tanta gente a perder-se ano após ano. As Nações também morrem e é assim que se morre, num lago "democrático" de delapidação continuada do património, da identidade, das gerações sem lugar. De novo seremos Monarquia simplesmente por necessitarmos de um Ideal Congraçador Urgente, de uma profunda união fraterna e coesa que República Decrépita nenhuma opera, sobretudo aquela capturada pelo Partido Siciliano, TNT das boas práticas e de qualquer vislumbre de boa governança: «A escalada foi feita através de um escadote com três metros de comprimento, transportado, a pé, da Avenida da Liberdade até à Praça do Município. Surpreendentemente, a praça estava completamente vazia, contou ao PÚBLICO um dos organizadores da acção, apesar da proximidade de uma esquadra da polícia. “Foi tudo tão descarado, e não houve qualquer problema”, disse, adiantando que esta iniciativa “é apenas o princípio” de uma série de acções que pretendem comemorar “à parte” a proclamação da I República, a 5 de Outubro de 1910.»

5 comentários:

Rui Franco disse...

Joshua, a bandeira não é "secular" porque só foi adoptada pela D. Maria II. Nem durou um século, sequer...

Qualquer dúvida:
http://www.portugal.gov.pt/PT/GC17/PORTUGAL/SIMBOLOSNACIONAIS/EVOLUCAODABANDEIRANACIONAL/Pages/BandeiraNacional_Evolucao.aspx

AOSPAPEIS.BLOGSPOT.COM

joshua disse...

Pois. É secular nos símbolos essenciais. E é-o porque a temos hoje, ainda viva, pelos séculos que venham.

O registo poético é uma coisa lixada.

Mas obrigado, claro!, catinga.

Daniel Santos disse...

O que se devia passar era a discussão sobre o que temos e o que gostaríamos de ter, não um "Erguemos a bandeira em publico."

Anónimo disse...

Não concordo com a ideologia deste grupo e até sou de esquerda, mas, as acções do 31 da Armada, independentemente de serem de direita, são dignas de qualquer situacionista e de anarquistas no seu melhor. Não importa a ideologia, aliás, dizerem que só a esquerda é inovadora, humorista e audaz é ridículo. Eles fazem intervenção urbana e produzem verdadeiro humor (basta ver os vídeos do youtube), sem receberem nada por isso. Tomara os gatos fedorentos, aleixos, nogueiras e outros que só querem encher os bolsos, chegarem aos calcanhares destes gajos. Este sistema precisa de ser abanado!; e nada como o verdadeiro humor (sim, aquele que não passa nas televisões oficiais) para colocar a nu as fraquezas e os podres deste sistema. A começar pela nossa polícia e serviços de segurança:)

Anónimo disse...

triste triste é que quando a democracia agonia a unica ideia que este povinho tem é a monarquia. raio de gente. ainda se rodeiam de palavras caras, para estarem mais seguros.
Raios, e fazermos pela vida, hein? vamos ficar a vida toda nisto de esperar o Sebastiao que afinal era Dona, é? vamos mastigar entre dentes o ultimo dos "Grandes Pais da Naçao", outro nome para o ultimo filho que nos comeu, com saudadinhas dos "velhos tempos"?
Caramba, acordem de uma vez! Deixem lá os meninos bem pendurarem as suas bandeirinhas onde bem lhes apetecerem, quando tiverem fome, já sabem onde eles estão.