quinta-feira, março 11, 2010

POSE DE ASNO

Fique estabelecido o seguinte e de uma vez por todas: mentir deverá passar a ser encarado como normal. Membro de uma multidão de asnos que vendeu a sua consciência ao socratismo que lha arrematou pelo preço mais em conta, Inês de Medeiros acha que nem foi muito grave que o Primadonna tivesse mentido. Sim, porque nisto de mentir não se pode deixar sozinho o supremo símbolo imbecil na sua pose de asno. Temos de envolver o País inteiro e todas as coisas nacionais nesse mesmo odor a esterco, mas com bom aspecto, porque servido em embrulho reluzente. Às mentiras sobre o controlo da TVI somem-se as mentiras sobre a economia. Há mérito nelas. Inês levanta a voz contra as virtudes veiculadas pelos séculos, encaradas como imprescindíveis à vida social regulada. Inês, no fundo, considera deverem ser substituídas por outras, as naturais e legítimas: a soberba, a luxúria, a preguiça, deverão ser reabilitadas pelo Primadonnismo. Por decreto. A avareza, mãe da economia, terá de ser promulgada como boa, ressalvando-se que, conforme se desvenda do vergonhoso descalabro sócio-económico português, a mãe é robusta, mas a filha cada vez mais esgalgada. A ira, tão célebre no Primadonna destruidor de telemóveis e fazedor de esgares altivos de asco, está consagrada na arte, por isso é bela e justifica-se: «Canta, ó Musa, a cólera de Aquiles, filho de Peleu.» A gula tem inspirado as mais intensas páginas do Da Literatura, na defesa ciosa da situação degradante como magnífica e correcta. Quanto à inveja, eis a virtude principal. Está na raiz-Vara-Sousa de todas as coisas malignas perpetradas contra Portugal. Esse grupúsculo do Poder, mais falso e danoso que a soma de todos os Judas, esmerou-se e chegou longe. Por isso, faz por ver amadas as "virtudes" perversas e detestadas as sãs para não parecer que são só eles, que são sobretudo eles a corromper tudo aquilo em que tocam. Aceitemos viver num Estado em estado natural e permanente de fraude. A fraude terá de ser o corolário de tudo em Portugal. Submetamo-nos a isto porque isto, este inferno, esta desordem perversa, é que estão certos.

5 comentários:

Diogo disse...

Submetermo-nos porquê? Não existem forquilhas, não existem tochas, não existem fogueiras? Não foram utilizadas no passado em situações bem menos gravosas?

joshua disse...

Evidentemente que sim, caro Diogo. Acendi, desde logo, a chama da ironia.

radical livre disse...

meu caro Joshua (antes de te conhecer já adorava pitas shoarma)

fui químico e fabriquei matérias primas para a indústria farmacêutica. com a venda e remodelção da empresa fui prar ao "mar-que-tingue" onde aprendi a «vender merda com sabor a merda».

do manequim armani diziam na minha aldeia do Grão-Priorado do Crato «pequeno asno, grande dano» e «cacarejar não é por ovo»

www.angeloochoa.net disse...

...Sobre esse e outros boyszinhos:
in
http://anabelapmatias.blogspot.com/2010/03/boys-boys-boys.html
:
...São só uns milhões ou milhões de milhões daqueles quantitativos que nós mal imaginamos de habituados à tuta e meia no dizer de Sebastião da Gama, tanto ou tão pouco, que, como diz o Público de hoje, dá umas somas acima dos polémicos 25milhões do chumbo colectivo da oposição a governo a dizer não... E até a rondar os 250 milhões que vão para a voz do dono rtp1!
Pra dar a mamar a os tais boys!

www.angeloochoa.net disse...

http://informaticahb.blogspot.com/2010/03/educacao-em-portugal-haja-alguem-que.html



História verídica do José Mourinho, da caderneta da minha conta conjunta cgd, da limusine que ultrapassámos ontem, do sabor gostoso do Money capitalista, dos boyzinhos amamentados e, minha nossa, do coração de pedra que não quero:

Das poucas vezes que vi Mourinho, uma, pelo João da charcutaria alentejana, me disse ele ter sido aluno de minha consorte a Francês… Após isso sonhei já uma noite por Quarteira haver ele entupido minha caderneta cgd com sucessivos depósitos de cacau o que verifiquei incrédulo pela manhã haver sonhado e havido logro meu. A sua mãe Júlia pelos 80’ aluna minha de 12º ou quejando ano disse no socorro dos franciscanos quando ela vendia rifas a 50 cêntímos cada para reconstrução de igreja de franciscanos de Assis em Setúbal, mais fácil seria ela providenciar de filhote seu um chequezinho petit e bien petit e reconstruíamos madre igreja do sonho de pai nosso de Assis o povorello.

Sorriu.

Pois direi a José Mourinho que lhe facultarei meu nib se a isso o vocacionar a caridadezinha que farei chegar a famintos de pão e amor nota e mais nota que resolva assim o Eugénio Fonseca e a caritas estejam comigo.

Pois a limousine que ontem ultrapassámos reconciliou-me (malvadez) com capitalismo liberal, selvagem embora que por demais seja. É gostosozinho o sabor do money sim senhor mas se este coração de pedra de 4º esqº dinossauro se comove e o promovem a boy boizinho bom de massa alimentícia enfio 4 ou 40 grandes notas verdes num bolso outras tantas noutro poche e vamos aí a cidade a começar a as 5h da matina fazer gente feliz e regressar cada dia a tugúrio sem cheta mas feliz que outro dia mais nota haverá pra a repartir.

A não ser que me dê a doença do sr tem-tem que quanto mais tem mais tem.