domingo, setembro 26, 2010

DA OPTIMÍSTICA VAGINA

A pouco e pouco levantam-se umas vozes que ousam colocar o dedo na ferida nacional. Não na grande e optimista vagina imaginária portuguesa, que só os "socialistas" contemplam e saciam. Não. Essas vozes dizem que o que está à vista nos fere. A sustentabilidade do Estado Português está ferida de morte e essa ferida não pode ser disfarçada. Mas é. E porquê? Porque o modus operandi chantagista dos "socialistas" Sócrates, Pedro Silva Pereira e Teixeira dos Santos, dispõe-se a liquidar Portugal, desde que o seu Poder irresponsável se prolongue, dure, fique. Caminhamos para a metamorfose de Portugal num protectorado do FMI, de Berlim, de Bruxelas? Sem dúvida, cada vez mais: de acordo com estes "socialistas", tudo bem, desde que sob o grande guarda-chuva clientelar e político "socialista". Hábeis no plano da comunicação, os "socialistas" transformaram Passos num refém, com o concurso activo do próprio Passos. Refém de um mau, vicioso e desonesto Orçamento e antecipadamente culpado por ele. Culpado também por poder não haver Orçamento. Culpado por cinco anos de governação quimérica "socialista", apesar de algumas raras virtudes que Clara Ferreira Alves gosta de realçar, globalmente sacana com os mais fracos, quer subsidiando-lhes a preguiça e a anomia, criando dependentes económicos politicamente gratos, quer impondo um fisco abusivo aos que vivem do trabalho. Eles dizem que "tudo está bem" e que as notícias do endividamento não passam de "puro alarmismo". As notícias e os ventos internacionais demonstram que a situação do País é péssima e há algo que podendo ser feito não está a ser feito. No meio de tal procela de mentiras "socialistas", não há nem pode haver leme a que a fraca nau tuga obedeça. Torna-se difícil decidir sobre a vida. Sintetiza-o bem António Freitas Cruz, no JN: «... a Espanha arrancou para a recuperação à custa de medidas muito duras. Zapatero teve coragem e resignou-se, pelos vistos, a perder as próximas eleições. Sócrates nunca admitirá uma eventualidade dessas. Aliás, vive num mundo cor-de-rosa, onde tudo vai bem, a crise acabou e o que importa é inaugurar mesmo que ainda não tenha sido construído.»

1 comentário:

Anónimo disse...

O oásis socrático está a desmoronar-se e a semana passada foi uma semana de pânico, revelam todos os jornais. Sócrates, como sempre, desmente, porque, lamentavelmente para todos nós, há muito que ele trocou as funções de primeiro-ministro pelas funções de primeiro-irresponsável. Mas Sócrates não desmente, porque não pode, o aumento da despesa pública, da dívida pública e do endividamento externo. E o constante aumento dos juros que nos cobram pelo financiamento da nossa dívida. Todavia, esses são os mesmos juros que, enquanto para nós sobem, para Espanha descem.

PGR não se demite. Em Portugal é assim: ninguém se demite de nada, os próprios nunca conseguem encontrar um motivo que os leve a tomar a decisão de se demitirem. Por maiores que tenham sido as barbaridades cometidas, as ilegalidades praticadas, a incompetência demonstrada, nada serve para que alguém se demita. O rol é imenso, mas basta recordar casos recentes: Sócrates, Lurdes Rodrigues, Isaltino de Morais, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras, Gilberto Madaíl. Gente famosa que tem em comum a qualidade de se manter agarrada ao poder aconteça o que acontecer. Pinto Monteiro passou a integrar o grupo.

Para as Novas Oportunidades e em força! Para quem não quer ter a maçada de concluir o 12.º ano; para quem não quer ter de passar pelo aborrecimento de fazer 4 exames nacionais (dois no 11.º e dois no 12.º anos); para quem não quer a chatice de cumprir 12 anos de escolaridade, quando pode reduzir a coisa a metade; para quem não quer ter a ralação de fazer médias entre as classificações do 12º. ano e as classificações dos exames nacionais, as Novas Oportunidades são o caminho a seguir. Tudo legal, tudo certificado, no problem. Todos para as Novas Oportunidades e em força!

Recorrentemente, PS e PSD (aos quais se juntou agora o CDS) mostram ser, independentemente dos arrufos mediáticos e até de alguma incomodativa histeria, dois partidos siameses, duas faces da mesma moeda. De substantivo, nada distingue um do outro.

Votando contra (PS) ou abstendo-se (PSD), ambos vão impedir que uma medida fundamental no combate ao insucesso escolar se venha a concretizar: a redução do número máximo de alunos por turma. É a política sem escrúpulos.

Publicado por Mário Carneiro