quarta-feira, dezembro 15, 2010

FILHOS ESPIRITUAIS

Portugal não é uma democracia. É uma partidocracia. A corrupção grassa. Os partidos legislam em seu proveito. A coisa pública é olhada como se olha um labirinto ou se reage ao vento. Os governos são absolutamente opacos e decidem com base em calculismos de duvidosa bondade, basta ver o papel dissolvente que o antigo ministro da Agricultura Jaime Silva teve na indústria transformadora ou no bloqueio dos fundos comunitários. Quando em maioria, a transparência das democracias e o prestar contas das democracias dão lugar a outra coisa: o acréscimo do emprego político e o assédio sobre quaisquer vozes de zelo crítico. Os Governos empregam quem querem, oprimem quem querem, manipulam a seu bel prazer. Cavaco gerou filhos espirituais como Dias Loureiro ou Oliveira Costa que não abonam nada a favor de Cavaco, um homem recto e sério com tiques unilaterais. Sócrates ele mesmo já é um problema de higiene, mas gerou filhos espirituais como Vara ou Rui Pedro Soares que resumem tudo o que há a resumir sobre o socialismo rapace, devastador. Que o Povo lhes perdoe a paternidade é lamentável. Com uma passividade negra e contumaz nos suicidamos colectivamente e quem se preocupe e opine a contracorrente é treslido ou acusado de tresler.

1 comentário:

Anónimo disse...

Que Portugal não é uma democracia é uma verificação do óbvio, que já é patente há muito. "Partidocracia" está bem observado; eu acrescentaria "corruptocracia" pois só com a agitação do vil-metal em frente a focinhos salivantes e olhos famélicos 'alguma coisa' se vai fazendo no dia-a-dia das gentes submissas e pequenas: emprego para a mulher na câmara, contratozito para abrir buracos no passeio, ambulância e tapete-fitness para a sogra, estágio-tachito num instituto para a cachopa, etc, etc. A "Democracia" não nos serve; não nos assenta bem. Para que esta funcione é necessária educação. E patriotismo, e sentido do dever, e civismo, e trabalho pelo simples gosto do trabalho, e vontade de fazer, e respeito pela Lei (Lei que supostamente se conhece e que se ajudou a escrever, a 'Lei da terra'), e tudo isto bem enraizado no cerne do cidadão. A Holanda, reunião sólida de 7 fortes e autónomas Províncias (ricas...) é um modelo que não está simplesmente ao nosso alcance macaquear. Aqui não vinga Lei, nem respeito, nem dever. Aqui dever-se-ia abandonar definitivamente a palhaçada igóbil da simulação-democrática. Se é liberdade individual e espiritual que se pretende conservar, então cheguemos todos à conclusão rápida que não é necessária a democracia para tal. Não haver oficialmente democracia teria uma enorme vantagem: a não existência legal de partidos, mais as suas opacidades, vilanias, cleptomanias, burlas, saques, roubos disfarçados de legalidade e penduranços. Invente-se outro sistema. A estafada frase de Churchill está deslocada, e não se aplica ao mundo de hoje - mas sim a uma sociedade defunta que desapareceu com o Estadista. Ao menos 'em ditadura' todos os governantes são bem conhecidos e vigiados por todos. Invente-se pois outro sistema; um equilíbrio entre cidadãos, tropa, tecnocratas e tribunais; e alguma violência a tempo (a necessária e suficiente). Invente-se qualquer coisa alternativa, porque "esta coisa-democracia" será o nosso fim e a nossa definitiva dissolução num mar de banalidade incaracterística e acastanhada.

Ass.: Besta Imunda