quarta-feira, dezembro 29, 2010

O PAPÁ PS

Umas das instituições mais eloquentes da vida pública portuguesa é o Tribunal de Contas. Eloquente mas inconsequente. Mais uma a pregar no deserto da Ética. Por mero acaso encontrou motivos para a demissão dos gestores da CP, da REFER ou do Metro. Porquê? Por violação da lei, uma vez que colocaram o dinheiro na banca comercial em vez de no Tesouro. O Estado-PS, porém, nunca demite ninguém. Os seus gestores, os seus Vara, os seus Rui Pedro Soares estão e estarão sempre a salvo. Ninguém se importa. Ninguém se choca. Ninguém protesta. E mesmo que se importem, choquem, protestem, se importem, o tempo passa, tudo passa, tudo se esquece. Os socialistas têm uma reserva ilimitada de água do rio Letes. Mais a mais trata-se do precioso pessoal político do PS. Tem inteira e absoluta imunidade por inerência. Essa aristocracia da transgressão de tantos filhos do PS enche-nos de nojo: não se percebe como é que um povo inteiro se demite de protestar, que transija com isso e já não transija com clamorosas injustiças ou certos protestos a medo. Há sempre papá para eles, os meninos da política colocados a mamar estrategicamente, financiadores afinal dos partidos de poder e base de todos os apoios, estes gestores. Até quando suportarás, pachorrento leitor, o Papá PS, esse estado dentro do Estado, essa moralidade à parte no concerto das instituições?!

1 comentário:

Contra.facção disse...

Vou fazer link amanhã, à 7H00.
Obrigado