quarta-feira, dezembro 22, 2010

O ANESTESISTA REGIMENTAL

Dou-me conta agora mesmo que Cavaco, com o seu velho enunciado pastoso por estabilidade, foi sendo desde há muito um dos anestesistas da sociedade civil, da urgência em discordar, das rupturas por decência. Dou razão ao opinador a seguir citado que resume a quantidade de culpas e culpados que nos trouxeram a esta deriva irresistível, vocação terceiro-mundista de contumazes mal governados: «Os órgãos de controlo do Estado, desde essas pomposas inutilidades denominadas presidentes da República até às entidades que vigiam as derrapagens públicas, limitaram-se a avisos ténues e sibilinos, quando não alimentaram os piores equívocos.» CAA

1 comentário:

floribundus disse...

36 anos a caminho do socialismo da miséria.
sem retorno