quinta-feira, dezembro 23, 2010

RECESSÃO DA DECÊNCIA

A gula por poder e a exclusividade cega, impudente e interesseira do seu exercício [coisa que nos desmobiliza e que Sócrates explorou na sua mais terrível fealdade], o desprezo pelos cidadãos e pelas mentes mais dinâmicas e criativas fora do lóbi ou dos interesses habituais; o costume de os governantes ludibriarem os seus povos, forjarem resultados educativos inflados de fraude — eis as marcas do terceiro-mundo, incluindo Portugal. Com absolutos mentirosos e acabados desonestos, não há economia que resista: «A democracia também pode entrar em recessão? Pode. É esta a resposta que fica da primeira década do século XXI. Tanto mais perturbadora quanto o século XX terminou com a convicção de que o mundo caminhava irreversivelmente para a sua consagração universal como o sistema que toda a gente, em todo o lado, estava disposta a reconhecer como o mais compatível com a condição humana.» Teresa de Sousa

2 comentários:

Anónimo disse...

A Democracia é um objectivo difícil de alcançar - como a santidade. É necessário admitir que 'ela', como ideal, será sempre perfeita comparada com 'aquilo' que, em cada instante, os povos e as culturas podem ter. Até Cristo disse que "não queria a sua efígie numa moeda"; até Francisco foi pregar às aves necrófagas - ambos muito mais realistas que todo o cortejo de politicóides de meia-tijela que nos preside e distrai. Como nas nossas pequenas vidas, a condução de países e de povos requer doses de coragem, pragmatismo, realismo, honestidade; e o idealismo deve lá estar mas não deve afogar a nossa acção diária.

Ass.: Besta Imunda

floribundus disse...

isto é
'o outro mundo', o Além