segunda-feira, maio 26, 2008

CONIVM MACULATVM


Beber a Cicuta da Verdade é aceitar que se morra como pessoa
e que se morra como País sempre que o País fica sob o pé de filhos da puta:
kjh
«Há muito que o copo estava cheio. Já não os podia ver nem pintados,
esses governantes-governados. Há dias, a notícia da Ericeira,
foi a gota do transbordo. Para mais, nesta altura em que o preço do crude não pára de subir
e ninguém, não só no que toca a duplas tributações, zela pela Constituição.
lkj
Hoje, a confirmação oficial da cumplicidade deste país, perdão, local mal frequentado,
no envio de presos clandestinos para Guantánamo confirma também
uma outra coisa: portugal (sim, com minúscula) bateu no fundo.
lkj
Triste, desmazelado, abandonado à deriva,
sem orgulho nem coragem, entregue a uma corja de novos-ricos oportunistas,
ambiciosos de curto prazo, parolos sectários da república da treta,
cínicos, mentirosos, hipócritas, inimigos de um povo dócil que enganam e exploram
(como o Manuel Pinho tinha razão, lá onde se fazem os negócios da China!),
assim vai, sabe-se lá para onde (com o acordo, talvez para o largo do Brasil),
este cadáver de país.
lkj
É hora de deixar o roto barco. Quem puder que emigre.
E se alguém disser que são os ratos os primeiros a abandonar,
responda-se que antes rato que otário.
lkj
Leitura recomendada para o fim-de-semana: Miguel Real, A Morte de Portugal

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