quinta-feira, maio 29, 2008

UM HOMEM GRANDE DENUNCIA A INJUSTIÇA



Estar do lado da verdade, doa a quem doer, e denunciar os factos
e o que muitos se afadigam para esconder da maioria;
estar ao lado dos mais fracos porque nisso transformados, porque a isso conduzidos,
por políticas míopes e maliciosas, eis os traços fundamentais de um homem
e de um blogger que muito admiro. Obrigado por ti mesmo, João Severino!
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Eis uma breve síntese do que deveriam saber todos os portugueses de razão recta,
sem tachos, de cabeça arejada, livre, e boa vontade para actuar em conformidade:
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«Indicadores económicos e sociais periodicamente divulgados pela União Europeia (UE) colocam Portugal em níveis de pobreza e de injustiça social inadmissíveis para um país que integra desde 1986 o 'Clube dos Ricos' no continente europeu. Contudo, o golpe de misericórdia foi dado pela OCDE, ao referir que nos próximos anos Portugal ficará ainda mais distante dos países mais avançados.
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A produtividade mais baixa da UE, a escassa inovação e vitalidade do sector empresarial, educação e formação profissional deficientes, mau uso dos fundos públicos, com gastos excessivos e resultados magros são os dados mais assinalados pelo boletim anual da OCDE sobre Portugal.E os analistas políticos e económicos sublinham a diferença do nosso país com a Espanha, Grécia e Irlanda (que fizeram também parte do 'grupo dos países pobres') realçando que Portugal não soube aproveitar para seu desenvolvimento os imensos fundos comunitários que foram cedidos a partir de Bruxelas durante quase duas décadas.
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Em 1986, Madrid e Lisboa ingressaram na Comunidade Económica Europeia com índices de desenvolvimento relativo e apenas há uma década Portugal ainda ocupava um lugar superior ao da Grécia e Irlanda no ranking da UE. Mas, em 2001 foi superado por esses dois países depois de ter sido ultrapassado pela Espanha.O relatório da OCDE critica também que os capitais cedidos a Portugal têm sido mal empregues no sector privado, salientando que "a força laboral portuguesa conta com menos formação profissional que os trabalhadores de outros países da UE, incluindo os dos novos membros da Europa central e oriental", assinala o documento.
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Portugal gasta mais que a grande maioria dos países da UE em remunerações aos funcionários públicos, mas não logra melhorar significativamente a qualidade e eficiência dos serviços, diz o documento que esclarece mais adiante que "com mais professores por número de alunos que a maior parte dos membros da OCDE, tão-pouco consegue fornecer uma educação e formação profissional competitivas com o resto dos países industrializados". E o documento prossegue dizendo que "nos últimos 18 anos, Portugal foi o país que recebeu mais benefícios por habitante em assistência comunitária.
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Mesmo assim, desde 1995, só se distancia em queda relativamente aos outros países". E nos debates televisivos e nas colunas de opinião na imprensa temos ouvido e lido várias vezes: "Para onde foram parar os fundos comunitários?"A resposta mais frequente tem sido que o dinheiro engordou a carteira daqueles que mais tinham, ou seja, os ricos e as grandes empresas há muito instalados na alta finança.
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Os números indicam que Portugal é o país da UE com mais desigualdade social e com os salários mínimos e médios mais baixos no bloco europeu, pelo menos até 1 de Maio, quando este foi ampliado de 15 para 25 países. E é também o país onde os administradores de empresas públicas têm os salários mais altos. Os governos portugueses têm argumentado que "o mercado decide os salarios". No entanto, o ex-ministro socialista João Cravinho desmentiu esta teoria. "São os própios administradores quem fixam os seus salarios, carregando as culpas para o mercado", disse Cravinho.
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Nas empresas privadas com participação estatal ou nas estatais com accionistas minoritários privados, "os executivos fixam os seus salários astronómicos (alguns chegam aos 70.000 euros mensais, incluindo bónus e regalias) com a cumplicidade dos accionistas de referência", explicou Cravinho. Para o ex-ministro, a crise económica que estancou o crescimento português nos últimos anos "está a ser paga pelas classes menos favorecidas", disse. A situação de desigualdade aumenta todos os dias com os exemplos mais variados, particularmente no sector dos transportes.
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Todavia, a realidade do fosso entre ricos e pobres é de tal ordem flagrante que os vendedores de carros de baixa cilindrada queixam-se que as vendas baixam de mês para mês, enquanto, por outro lado, os representantes das marcas de luxo como Ferrari, Porsche, Lamborghini, Maserati e Lotus (veículos que valem mais de 200.000 euros), lamentan não poder responder a todos os pedidos... Exemplos destes já são às dezenas num país a caminhar para o abismo e governado por um primeiro-ministro que se dá ao luxo de ir aos debates parlamentares para apenas chamar nomes aos deputados da oposição...»
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João Severino

2 comentários:

Joaninha disse...

Estamos perigosamente perto do abismo liderados por um palerma que insiste em dizer arrogantemente que o abismo não existe.
Só espero que se abra os olhos a tempo, ou então vamos todos por aí a baixo.
Há 4 anos que tenho esta sensação, de que algo muito mau está para acontecer, a sensação que vamos bater no fundo de forma violenta e brutal e que só aqueles que secretamente sabiam e se prepararam é que se vão salvar.
Espero mesmo estar erradissima..

joãoeduardoseverino disse...

Meu caro Joshua

Não sou merecedor desta distinção. As suas palavras , na minha idade e na minha condição actual, comovem profundamente. Não me atire para os Serviços de Cardiologia, porque o Sócrates batia palmas...
Grande, grande abraço e parabéns a este seu blogue, um dos melhores.