quarta-feira, maio 21, 2008

E A BOA MOEDA NÃO EXPULSA A MÁ?


A má moeda é que circula e governa. A boa moeda emigra
e abstém-se de se sujar com Portugal.
lkj
E agora que as famílias colapsam e que as políticas económicas entram
em falência, porque é naturalíssimo que os números não da revisão em baixa,
mas já da recessão técnica
se declarem mais tarde ou mais cedo,
toda a música dos pobrezinhos, dos mais frágeis, dos mais necessitados,
dos mais periféricos do bem-estar, dos que passam fome,
dos que não são Armandos-Vara-BCP nem Fernandos Gomes-Galp,
dos que não são Coelho-Engil e toda a gangada que se amanha bem
sob as profícuas tetas do Aparelho do Estado,
gente anónima sem qualquer transparência que lhes justifique os ganhos abusivos,
de cuja ceva (acessorias de não fazer um caralho, as sumptuaridades, as manigâncias,
os luxos filhos da puta)
nunca se fala nem à direita nem à esquerda,
talvez porque todos os parlamentares (esses papagaios do 'muito bem' no hemicíclo)
aspirem a tais tetinas um dia,
tudo isso será a música nova com que também nos não enganarão.
kjh
Há discursos e palavras só muito recentes para com os mais desfavorecidos,
cheias de coitadinhos sociais dentro que são odiosas e geram asco porque rescendem a falsidade, à mais desavergonhada hipocrisia e indisfarçável calculismo.
Há agora grandes anúncios do Executivo a pender para o social,
com a boca cheia com as vítimas da crise
que nos não podem mover a mais leve emoção.
São uma treta, uma formalidade,
um sentimento insincero e absolutamente ausente
a ignorar e a desprezar

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