quarta-feira, maio 28, 2008

REX LVSITANORVM, REX LVSITANIA


«[16] Eodem tempore Metellus in Celtiberia apud Hispanos res egregias gessit.
Successit ei Q. Pompeius. Nec multo post Q. quoque Caepio ad idem bellum missus est,
quod quidam Viriathus contra Romanos in Lusitania gerebat.
Quo metu Viriathus a suis interfectus est, cum quattuordecim annis Hispanias adversus Romanos movisset.
Pastor primo fuit, mox latronum dux, postremo tantos ad bellum populos concitavit,
ut adsertor contra Romanos Hispaniae putaretur. Et cum interfectores eius praemium a Caepione consule peterent,
responsum est numquam Romanis placuisse imperatores a suis militibus interfici.»
lkj
EVTROPII BREVIARIVM LIBER QVARTVS
lkj
Não tarde a Hora Urgente do Rei dos Lusos,
nem tardem iguais os Lusos da Diáspora e os que cá se aprontem a regenerar-se,
a fazer da Terra Portugal Lugar de Brio e nenhum tapete de Espanha
ou dela quarto de arrumos.
lkj
Isto era suposto ser um Lugar de Zelo, por Amor à Própria Terra e a Cada Pedra.
Mas é um Logro, uma mentira habilidosa repetida,
escarrada e cagada no sorriso do de Maçada.
De quanto em quando, é preciso Renascer, rasgar o Dogmático Velo,
regenerar a desgeneração das coisas velhas, das velhas ilusões,
porque a República era um Mito, um «Finalmente!» maldito,
destinado à sob pata do Capital Internacional.
lkj
Não tarde esse asteriscar na História de um parêntesis-desmazelo:
cansam-nos os sôfregos maus servos, executores e comentadores,
jornalisteiros, lambedores de traseiros, apesar da nossa fome só a eles invisível.
Acabe este danoso tempo de Audax, Ditalco e Minuro
ignorantes ingénuos, torpes burros,
que, porque servindo-se nos não serviram, também por isso preceram,
porque Roma não paga a traidores nem Portugal aos das Gentes Desertores!
E acabe este tempo pardo sem Servidores Respeitosos do Povo até ao Âmago,
tempo só de crápulas vendedores profissionais de mentiras, sequiosos de prebendas,
tempo só de devastadores do nosso Desígnio Independente e Interdependente.
lkj
Não há que ter medo! Para aí nos empurram: um Rei para o Povo e pelo Povo,
um Pai acima da Corrupção, casado com Portugal, não Gigolo dele!
Que Emoção e Razão se entrelacem!
lkj
Para lá vamos! Passaram cem anos! E a República vai cevada e está pesada,
são as reformas infinitas servidas a deputados,
são as reformas gordas de ex-banqueiros, de ex-quadros de isto e de aquilo,
são as compensações a ex-presidentes da dita como príncipes antigos reformados,
porque a República está cevada, vai pesada e insegura
de acessorias e consultadorias,
de secretários e secretárias, não está sóbria, está pesada e vai cevada
de vogais e consoantes,
de burocratas e nomenclaturas,
de inoperância e transumância,
de tratantice e trafulhice, de compadrio e afilhadio,
de furões, de patrões, de súbditos e superditos,
de ladrões e Ali Babás, de refinados bandidos!
kjh
Dêem-nos o Referendo, vós que tendes medo! Por causa do Medo, «quo metu».
Dêem-nos eleições! Dêem-nos a Palavra! Oh, ousem dar-nos a Palavra
e vereis como o Acordar Português será finalmente cheio de Povo!

3 comentários:

Anónimo disse...

Não é a República que se afunda por si, somos nós que a afundamos.

Anos e anos de incúria,
Uma década de ilusão julgando-nos ricos e prósperos mas mantendo-nos como despenteados mentais,
amiguismos e facilitismos,
compadrios e chupeta comunitária de subsídios e candidaturas onde as mais das vezes às facturas correspondia quase nada de execução ...

... foi neste limbo de facilistismo e de egoísmo,
de chico espertismo que nos formamos, que pseudo se educou uma geração de bacanos que penteiam o cabelame a gel, farpela a condizer e se alcandroaram a qualquer coisita ... ora, se na nossa esmagadora maioria nada valemos, como haveriam de valer os nossos lídimos representantes?

Esta choldra não se governa, nem se deixa governar.
Eu não quero referendar coisa nenhuma ... para quê? Isto entregava-se a quem e a quê?

Ao D. Duarte Nuno? Ao reviralho? A Espanha? E querem-nos?

joshua disse...

Tarantino, tudo muito bem ou muito mal, mas o que é preciso é clareza, verdade, e talvez um começar de novo que passe por uma mudança radical.

Se subscrevo a ideia de que eles não são diferentes porque são nós alcandorados a políticos, nem por isso esqueço que as responsabilidades não podem diluir-se num colectivo vago, mas na concretude das pessoas concretas.

O Referendo apenas como instrumento da mudança do Regime porque de momento o descontentamente bebe-se a largos tragos e o clamor varre as consciências e a rua. O Centrão está na merda. Vem aí o PCP e o BE que por se arvorarem em mais democráticos que a própria democracia também não dogmatizarão a ideia de que esta coisa republicana não se referende.

PALAVROSSAVRVS REX

Joaninha disse...

Digo-te, estou sem palavras... Porque li assim, lendo só, sem lhe estar a retirar o sentido, escreves que te desunhas.
Depois o sentido (claro que sim, claro que voltei a ler) a ver vamos se existe quem consiga mudar alguma coisa amigo.
Bj