domingo, maio 11, 2008

YERUSHALAIM PEREGRINADA


Adeus, Ilaine, foi um prazer ter-te encontrado e lido por vários meses
e foi bom compreender a naturalidade de ser incompreendido e rejeitado.
lkj
Mansamente, ferozmente, o ser humano é pouco flexível
em matéria de pluralidade e desdobramento ético.
O inferno dos outros agride-nos quando nos deveria levar ao movimento condescendente
da compreensão que resgata e salva.
O ser humano prega-as, mas não as pratica.
lkj
O teu blogue é manso e suave como uma cascata-cachoeira de águas frescas
e como um prado verdejante onde se pode repousar.
Mas não voltarei lá. Preciso de ir ao encontro de quem sofre,
de quem jaz nos infernos que para si mesmo urde.
Sou feliz, mesmo se não for reconhecido e amado,
mas é bom ser reconhecido e amado da parte dos demais
por mim mesmo e por livre opção.
lkj
É um facto óptimo da vida amarmos quem nos ama,
serem as pessoas que nos amam o nosso húmus, o nosso humor.
Mas é preciso ir à procura de mais Ilaines nas suas brasílicas experiências europeias
e internacionais.
lkj
Yerushalaim, cidade santa, que peregrino,
trabalho-de-Penélope em que me embrenho,
é este meu seguir à procura que me permitu encontrar-te e por momentos encantar-te.
Seguirei, portanto, à procura, continuarei!, daquela humanidade cabal
que me aceite tal como sou e se não envergonhe
nem do meu sublime nem da minha rebeldia áspera e inconformada.
lkj
Beijos. Adeus. Não voltarei ao teu Baú.
kjh
PALAVROSSAVRVS REX

3 comentários:

antonio ganhão disse...

Nem todas as paragens são portos de abrigo, nem todos os portos são amarras ao navegar.

luafeiticeira disse...

Acho que não percebi (*) (*)
Vê lá tu se percebes a continuação do voo sobre um ninho de cucos.
beijos

Ilaine disse...

Joshua!

Nunca quis te magoar ao me ausentar, muito menos rejeitar. Estou triste.

Abraço