sexta-feira, agosto 22, 2008

ACIDENTA-LINO TGVÁCUO


um a exigir demissões e o outro a exigir explicações de ministros insólitos,
como se para trás não jazessem três longos e martirizadíssimos anos
sem uma coisa e sem a outra.
lkj
Seria de esperar, a partir da dura tarimba de estas forças políticas,
o desenvolvimento de um certo cinismo desiludido e calejado, o tal de quem sabe que,
no nosso sistema político com claro cleptocolestrol, não conta enquanto Oposição,
que na verdade não é perceptível a ninguém como Oposição para levar a sério.
lkj
Porque Oposição ao nosso Governo, hoje,
é o assalto económico angolano a tudo o que empresarialmente era português e ainda mexe,
é Chávez, quando pratica inconfidências comprometedoras dos reais pensamentos Pinócrates,
é Mário Crespo, quando coloquializa com os seus convidados, no seu Jornal das Nove,
todos os ângulos diagnosticáveis da tragédia portuguesa no plano da Boa Governança,
nos planos da raríssima lisura e da ainda mais rara honestidade e ética,
coisas que os nossos políticos não colocam nem praticam
no seu nobilíssimo Múnus em nosso nome e por nossa causa.
lkj
De resto, Lino é uma espécie de espantalho no meio do deserto de governar:
está ali, no Governo, dá a cara sabe-deus, diz para que servem alguns acidentes
e com isso espanta o bom-senso em que desejamos acreditar ali,
di-lo com leveza de espírito e espanta a seriedade com que deveria ser ouvido,
promete firmeza decisória, mas retrocede nas decisões mais precipitadas,
e obtém para si que nos espantemos com as suas frases genialmente cómicas
pela decepção que nos causam.
lkj
Para ele - ficámos atónitos a saber! -, serve a tragédia de Barajas
para compreendermos a situação-limite do aeroporto de Lisboa
e a necessidade premente do de Alcochete. Serve?
Serve! Serve, presumo eu que é o que pensa,
também hoje a tragédia do Tua para tirar semelhantes ilações
quanto à obsolescência daquela linha que talvez não tenha outro futuro
para nela se investir boa ou suficiente manutenção,
a não ser o desígnio energético que se antecipa para o respectivo rio. Serve.
lkj
Por isso, concluímos que o absurdo de que as mortes
entre os ferros retorcidos dos equipamentos do Estado mal conservados e zelados,
tal como os assaltos profissionalíssimos e ainda mais competentes e bem sucedidos,
nada disso merece comentários enquadradores que situem a sociedade
perante os sérios problemas comuns que a perpassam;
e concluímos que os acidentes absurdos e evitáveis,
como o de hoje, afinal são ocorrências de gestão,
têm merecido somente o fardo do silêncio das tutelas e servem!,
estão ao serviço demonstrativo de alguma medida luminosa governamental
só transcendentalmente iluminada e argumentada,
graças a esse bom serviço indirecto
dos acidentes e das tragédias.
lkj

2 comentários:

Tiago R Cardoso disse...

estás a exagerar, então o Mário Lino também afirmou que não vai afundar a linha do Tua, menos mal, em tanta estupidez um Ministro disse uma acertada, vamos ver é se é um jamais à Mário Lino.

Anónimo disse...

Ética?? Mas essa palavra existe também em Português?

Cumprimentos.

http://www.caparicaredneck.blogspot.com