sábado, agosto 30, 2008

O EQUÍVOCO EUROPEU


Procura-se desesperadamente que quase toda a imigração
se torne cada vez mais qualificada, que acrescente valor.
As recentes tentativas de imitação de semelhantes medidas controlísticas
nos Estados Unidos têm não pequenos obstáculos de aplicação,
o primeiro dos quais geográfico, uma vez que o controlo da imigração
pela travessia Norte de África/Mediterrâneo/Sul da Europa,
pelo Atlântico-África Ocidental/Sudoeste Europeu-Espanha,
ou mesmo proveniente da Eurásia profunda por circuitos esconsos,
numa clandestinidade mafiosa, é uma tarefa gigantesca.
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Afluem em contentores, em barcos precários, aos montes, de reboleta,
aos tombos, multidões e multidões incontroláveis,
só numa pequena percentagem repatriada, e que em imensos casos
vem permitir uma mão de obra tão barata e escrava
que autoriza a muitas empresas sombrias a chamada rentabilidade absoluta,
como a produção dos fortune-coockies, por exemplo,
graças à sua automação completa e absoluta
permite igualmente uma rentabilidade total.
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O problema é enquadrar e integrar, na lei e na cidadania,
sem recurso a guetos religiosos ou étnicos,
toda esta nova pluralidade que na realidade faz falta à Europa.
lkj
No caso português, é de todo o interesse manter e aperfeiçoar
o fluxo migratório provindo do Brasil e que tende a intensificar-se:
entre os imigrantes temporários e os que se vão fixando, casando e procriando,
encontramos parte da receita que nos impedirá de, no espaço de cinquenta anos,
encolher, derretendo, como a perigosa Bruxa do Oeste, n'O Feiticeiro de Oz.
A economia portuguesa não é favorável às famílias, à procriação,
à sustentação e renovação demográficas, nem ao equilíbrio Interior/Litoral,
em face do problema do envelhecimento galopante que nos afecta,
salvando-se a recente, mas insuficiente, medida governativa de apoio pré-natal.
Pelo que se percebe, só uma política de imigração inteligente, articulada,
nos salvará a pouco e pouco da decrepitude e falência dos sistemas
que mantêm saudáveis, jovens e viáveis nações em tudo periféricas,
como a nossa.

1 comentário:

Pata Negra disse...

Ainda há quem julgue possível o paraíso com o inferno à volta. A história da humanidade é uma história de migrações. Pena é não termos poderes nem civilizações à altura para nos misturarmos saudávelmente.
Um abraço e seja bem vindo quem vier por bem