terça-feira, agosto 26, 2008

GRANDE CALOIRO MEDVEDEV


Não faz qualquer sentido.
Nós só queremos progresso, livre circulação, bem-estar, multilateralismo, diplomacia.
O pior é que sabemos aonde isto de acenar com um regresso da guerra fria
vai desembocar e quem de permeio já sofreu e sofrerá.
A seguir ao Kosovo, à Abkházia e à Ossétia do Sul, afinal anexações encapotadas,
com lógicas de reconhecimento e histórias particulares muitíssimo diversas,
seguir-se-ão outras, a Catalunha e o País Basco, os CusdeJudasovky da Eurásia,
e podemos ter um desenvolvimento absurdo e em catadupa de independências exóticas,
países novos sob a alçada ou não da patorra russa, dentro da respectiva Federação
ou patrocinadas pela Federação por esse mundo onde os seus interesses
e negócios sejam levados em linha de conta e a autocracia Merdvedev/Putin respeitada.
lkj
Um mundo que tolera o bárbaro assassínio de Ana Politkovskaia,
tendo em conta as suas denúncias graves do putinismo,
um mundo que diz: «Não há-de ser nada» e assobia para o lado
com o assassínio de Alexander Litvinenko, que implicou directamente o Sr. Putin,
esse mundo não terá nada, mas mesmo nada a temer de esta Rússia bicéfala, agressiva,
dos tanques, das sabotagens, das pilhagens, dos excessos, dos mercenários,
da brutalização e ameaça dos seus vizinhos?! Um dia eles, amanhã nós.
E o palhaço é o minúsculo Mikheil Nik'olozis dze Saak'ashvili?!
Pode ele ser alguma vez um novo Gavrilo Princip?! Pensem outra vez.
lkjlkj
Porque guerra incandescente já decorre: a economia norte-americana periga,
a dívida externa norte-americana está nas mãos da China,
os pólos asiáticos emergem com grandes perspectivas e argumentos,
a Rússia já não se encontra economicamente desestruturada conforme saíu
do fim da URSS, a guerra não será mais fria nem quente, nem boa nem má,
será, sempre foi, uma questão de economia, de detenção de plataformas
energéticas, de ascendente político e económico por vastas regiões,
e aí a Rússia não consegue conformar-se com o cerco da NATO, da UE
e em concreto dos Estados Unidos, cativando Ucrânias e Geórgias
para a sua esfera de interesses e de influência.
lkj
Nem ideologias, nem religiões, só os últimos estertores ilusivos
de um Islão decrépito que se esvai e esgota com derivas suicidárias,
e, no ápice de tudo, a energia, a economia, a água, o território.
Entre começar uma guerra energética no Ártico, pelos direitos da passagem Noroeste
e pela posse dos bens energéticos que contém e começar um braço de ferro
pelo pretexto minúsculo da Ossétia georgiana, por algum lado se haveria de começar.
lkj
No meio de isto, Medvedev, apenas títere de um Putin de quem o Mundo está cansado,
é um belo caloiro com excesso de força, excesso de orgulho e de poder,
apesar da cara de arcAnjo.

1 comentário:

Anónimo disse...

Joshua, esta situação tem uma razão...MANTER OS PREÇOS DO PETRÓLEO AO NÍVEL QUE ESTÃO, MELHOR, FAZÊ-LOS SUBIR PARA OS NÍVEIS QUE JÁ ESTIVERAM, E DEPOIS SOBE TAMBÉM O GÁS...e já se está a ver quem é a maior interessada em manter os preços elevados...a Rússia...só existe uma solução para isto, é a alteração do paradigma energético quer na Europa, quer nos EUA, diminuindo fortemente o dependência do petróleo...quando isso acontecer vai acabar a base de sustentação de alguns países que por aí andam a fazer valer o seu poder económico/energético...vão voltar ao tempo da idade média novamente.