domingo, agosto 24, 2008

IRLANDA OUT GEÓRGIA IN


Certamente que depois de o mundo todo, a começar pela Europa,
não ter embarcado na guerra que a Geórgia inesperadamente comprou,
não ter manifestado uma solidariedade bélica em defesa de esse país,
mas só diplomática, só verbal, e aqui e ali até bem veemente,
sobretudo pelos Estados Unidos e pela Alemanha, um pouco menos pela França de Sarko,
lkj
Se queriam um argumento para provar a irresponsabilidade leviana da Irlanda
ao não contribuir com o Sim referendário
para a ratificação do Tratado, agora Morto e Frio, de Lisboa,
a Geórgia deu-nos um. Uma Europa fragmentada no plano externo da política internacional
torna-se anedotal, desdenhada e desprezada pelos Russos com a sua célebre força bruta,
e só compensada nesse lado fragmentário na prática pela prática imperial e musculada
das administrações americanas quase sem excepção.
Nenhum país é mais que o todo nem pode chantagear e enfraquecer o todo
através de campanhas populistas e preconceituosas.
Não me agrada uma Europa burocrática e afastada das gentes.
Agrada-me menos ainda o cinismo de dela obter todos os benefícios possíveis
mas negar-lhe todos os deveres necessários que a reforcem.
kjlhkjh
Alguns odeiam o imperialismo americano e parece preferirem o doce imperialismo russo.
Eu, que odeio imperialismos, digo «não, obrigado!» ao Russo
e, confiando muito no lado bom do povo norte-americano,
o lado humanista, pró-activamente pacifista, organizadamente reactivo
e civicamente interventivo, fico só à espera que advenha à humanidade
uma liderança norte-americana
e a primeira a dar o exemplo nos planos ambiental, energético, económico,
e no das relações diplomáticas internacionais,
fazendo regressar a força do multilateralismo nas decisões pela Guerra,
nas opções activas pela Paz.

2 comentários:

antonio ganhão disse...

Mas existe outra forma? Não somos como crianças endiabradas que quando as coisas correm mal corremos para o papá?

Anónimo disse...

Mas se se quer, naturalmente, uma Europa democrática, não será legítimo aos irlandeses recusar o tratado? Afinal, eles foram os únicos que se puderam pronunciar, contra tudo e contra todos. A favor ou contra esse tipo de construção europeia, há que reconhecer que não se está a proceder democraticamente, nesta questão.