quarta-feira, agosto 27, 2008

DARWINISMO GOVERNAMENTAL


Pode ser para O Jumento e para os serviços de contra-informação governamentais
o papão de sempre, o saco de pancada em que convirá bater e bater,
pode ser o velho entrave ao progresso de sempre; pode ser para eles convenientemente
o menino infiável na história do Menino e o Lobo, mas a verdade é que
a julgar pelos estudos actuais,
pelo estado actual da arte social, mas não só, há um mecanismo de causa e efeito
nesta fase da vida portuguesa onde, devido à crassa injustiça social,
às clivagens sociais praticadas, promulgadas, disfarçadas de reformismo,
a violência e a insegurança crescentes
se transformaram numa banalidade quase brasileira sem Brasil em Portugal.
lkj
Coisas que o reformismo de boca cheia do Governo não acautela nem prepara
é para a convivência com as baixas expectativas e baixas remunerações
de uma crescente maioria acrescido do mito das qualificações, a mentira que melhor vende:
a experiência de se ser descartável é terrível. Provavelmente, seguiremos em frente.
Mas a lei dos mais fortes não é à prova de bala nem os locais onde armazenam
o seu dinheiro de poderosos é inexpugnável. Darwin veio, pela mão do PS,
a fazer história nas relações laborais e nas lógicas novas de exploração impudente
das pessoas, dos trabalhadores, dos colaboradores, dos dependentes do Estado
com as suas subvenções para que não trabalhem, vegetem, se conformem ao nulo.
lkj
Mas está na lei evolutiva que entre ajustamentos e adaptações
muito sangue vá correr para que o sistema funcione. A violência existe? Acomodem-se.
É no que dá o chamado darwinismo social comprimido e estouvado
do Partido Socialista experimental segundo (o putativo Engenheiro) Sócrates.

2 comentários:

antonio ganhão disse...

E nós somos a espécie em extinção...

Nuno Miguel disse...

Perfeitamente de acordo!
O caos está instalado, falta encontrar um caminho para a ordem...