quarta-feira, agosto 20, 2008

EU, MAMUTE ME CONFESSO


Tenho andado em dores de parto com o meu próprio livro, que já existe
e ao mesmo tempo é projecto de existência publicada.
Nessa medida, um escritor é sempre o Mamute improvável, percorrendo o seu caminho,
tal como o Elefante Salomão, até se tornar narrativa, ficção lavrada
lançando os seus fundamentos na mais pura experiência das coisas.
Assim me vejo. Ver-se-á porventura assim o nosso lanzaroteano Saramago.
lkj
A viagem da memória, do peso dela em sentido amplo,
é a de quem escreve ou ensaia compreender.
Em Outono, se Deus quiser, espero fazer a minha leitura
lkj
«A ideia de escrever este livro tem mais de dez anos
e surgiu quando Saramago visitou a Áustria e entrou, em Salzburgo,
num restaurante chamado "O Elefante", segundo a Efe,
que falou com o escritor através de correio electrónico.
lkj
"Escrevi os últimos três livros na mais deplorável situação de saúde,
nada propícia a sentimentos de alegria. Prefiro dizer: se tens que escrever, escreverás",
disse Saramago, distinguido com o Nobel da Literatura em 1998.
ljk
Ainda no comunicado divulgado no blogue da fundação,
do qual Pilar é a presidente, a Viagem do Elefante está “pontuado de acordo
com as regras de Saramago, os diálogos intercalam-se na narração,
um todo que o leitor em de organizar de acordo com a sua própria respiração.” No blogue (http://blog.josesaramago.org) O Blogue da Fundação José Saramago
está ainda disponível um fragmento do livro para leitura.
"Não é um livro mais, é o livro que estávamos esperando
e que chegou a bom porto, o leitor.
lkj
Salomão, o elefante, não teve tanta sorte,
mas disso não falarei, aguardemos o Outono,
e então sim: aí, em vários idiomas simultaneamente,
poderemos comentar páginas, aventuras, desenlaces.
Os materiais da ficção, que são também os da vida",
acrescenta Pilar del Rio sobre a obra.»

1 comentário:

Anónimo disse...

Tenho 36 anos, sou psicóloga e investigadora em neurociências, e adoro Saramago!
A liberdade que sinto quando leio cada obra deste autor é uma sensação maravilhosa! É um elogio à afectividade humana, à psicologia (e psicanálise!).
Estou ansiosa por ler mais uma obra!
Obrigada Saramago!
Um beijo a todos

Lara Isabel Caeiro