H1N1 OU GRIPE DE PAPEL
O fenómeno planetário de acompanhamento à progressão da Gripe A prova que o mundo pode treinar medidas concertadas com vista a conter e a minimizar o mais possível os efeitos de uma peste futura a doer. Morrem os fragilizados. Raríssimos saudáveis perecem. Os infectados superam e imunizam. Mais que isto é puro alarme, papel vendido, fertilização imaginativa, uma significativa dinamização do mercado farmacêutico. Sim, sem dúvida, uma gripe, uma peste, um alarme planetário, representam um incremento impressionante da indústria farmacêutica e dos produtos mediáticos noticiosos em torno dos quais gravita a publicidade a automóveis, alimentos, prudutos de higiene e limpeza, Seguros, Bancos. Está tudo ligado: «“Sem medos e sem máscara”, Ana não vai deixar de ir de férias para a Turquia e André voltava de bom grado a Palma de Maiorca se lhe oferecessem “uma viagem grátis”, até porque agora quase se pode dizer que, se já a apanhou, já está “vacinado”.»
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