TUDO POR UM COUP D’ETÁT CONSENSUAL
Escreve Pitta: «Não se pode é querer um Coup d’Etát disfarçado de consenso, tipo Pacto MFA-Partidos. E toda a entrevista [de Manuel Villaverde Cabral] vai nesse sentido.» Pelo contrário, pode-se querer, pode. Pode-se ao ter visto consenso e cooperação leal entre o PP e o BE, entre o PSD e o PCP, na Comissão de Inquérito ao Sistema Bancário, contra a danosa e laxa Lei da Força dos Interesses Estabelecidos subjacente ao pífio títere Constâncio, o Ainda-Governador do BdP. A partilha das responsabilidades alargadas no Poder Executivo, como acontece em Israel sem que Israel perca com isso, é possível e desejável. É urgente enfraquecer o PS maçónico e o PSD das baronias e baronatos à mesa dos Orçamentos. É hora de o PCP e de o BE serem Governo, amadurecerem como Governo, para isso emagrecendo até à humildade de facto esse grotesco glaciar inamovível PS/PSD, sobretudo o corruptíssimo partido de Lello e Vitalino, horrendo por demais às tripas dos portugueses. O que o incompetente e desastroso Partido-PS-Governo quer, e sofregamente!, é a exclusividade dele-Poder para nos oprimir melhor como mostrou bem ser capaz. Tragédia pura para Portugal. Nada mais ávido que o PS Socratinesco pelo qual Pitta todo se atravessa, debalde. O futuro português, portuguesa ressurreição para fora da miséria galopante, será pluralista, tenso e partilhado, ou não será.
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