sexta-feira, fevereiro 19, 2010

CAVACO E ALEGRE, SALSICHAS DO REGIME

Prefiro Nobre, meu amigo, às invertebradas salsichas do Regime, Cavaco e Alegre. Prefiro-o, por serem estas reincidente e naturalmente invertebradas. Se desconfio do humanismo de Soares, suposto padrinho de esta auto-propositura incineradora das pretensões alegristas, acredito no de Nobre, liberto de peias partidárias rígidas, comprovadamente abnegado e com causas verdadeiramente nobres. Para vileza, basta a que subsiste, protegida pelos mesmos paradoxais Soares e Alegre ou beneficiária da covardia omissa de Cavaco. Para vileza, basta a que perdura, insolente, nesse farrapo adiado onanista que se vê como PM.

4 comentários:

Anónimo disse...

Hoje o envolvimento do Estado em todos os sectores da economia perpetua funções que já não são rentáveis. Durante meses, este governo acreditou que o keynesianismo e os estímulos às grandes obras arrastariam a economia. Arrastaram, mas não o suficiente. O tecido que ainda segura o pequeno emprego - as PME - não aguentou a recessão. Em 2009 fecharam mais de 90 mil empresas, pressionadas pelo crescimento zero do PIB, pela quebra na procura interna, pelos atrasos na devolução fiscal. Hoje o país não gera riqueza, vive altamente endividado e distribui subsídios para sobreviver. A solução? Dar espaço aos privados. Privatizar. Fomentar a criação de emprego. Estimular a fixação de funcionários, estimular a competitividade, promover internacionalmente. Parece radical? Não é. Não há cortes substanciais da despesa sem a retirada do Estado de algumas áreas. O que acontece hoje - e o que os números do desemprego mostram - é que o Estado já não produz o suficiente para repartir recursos. E sem esta parte da equação a segunda também não funciona: o Estado não pode ser providência quando já não se consegue providenciar nem a si próprio.

Zé Povinho disse...

Há um grande SE, que se prende com a possível (mas indesejável)contaminação por parte do sistema partidário.
Abraço do Zé

Quint disse...

Pois eu também, meu grande amigo!
Mas, olha lá, o Nobre como uma salsicha? Que raio de ideia ...

Anónimo disse...

Pelo menos a Fernando Nobre nós reconhecemos a obra! Levantou a voz porque está habituado a olhar para os que caem e ajudá-los a levantarem-se...Não o movem sentimentos políticos mas...atitudes altruistas! Não o vejo a governar PORTUGAL mas sinto-o a impedir que PORTUGAL caia de vez...