sábado, fevereiro 13, 2010

CEGUEIRA SELECTIVA

Como habitualmente, o lamentável Soares vira o bico ao prego. Para ele, o mal não está no ambiente controleiro e promíscuo estabelecido entre o poder político do seu apadrinhado e egolátrico Primadonna Sócrates e as empresas públicas. Domesticar os media e fazê-los amigados com o mesmo Poder c'est pas grave. Não. O mal está no ataque acerbo de que um Governo, ferido de morte dada a descredibilização do seu PM, é alvo todos os dias por uma imprensa supostamente livre. Onde vive, afinal, esse 'herói da Liberdade' chamado Mário Alberto? A liberdade, nesta fase da arte, deve ser-lhe fetiche: liberdade maçónica e socialista para continuar um processo de deturpação da Justiça, de captura da economia e da política. Publicar verdades e conclusões gravíssimas para o socratismo absoluto e depois continuar tudo exactamente na mesma, sem que os visados assumam as devidas responsabilidades, isso, para Soares, é perfeitamente natural. O Povo, para Soares, é exactamente a ideia que dele faz a geração cevada do mesmo Soares: um Povo sem inteligência; um Povo que nem sequer lê jornais ou percebe, na sua malignidade, um Estado carteirista que o assedia; um Povo que se deixa enganar pela propaganda de um Ilusionista Aldrabão. Para Soares, o ofensor, deturpador e usurpador, coitado, surge como ofendido, deturpado e usurpado. É triste ver o que a mais rata velhice faz à lucidez: «3. Não confundo as empresas de comunicação social com os jornalistas. Nunca o fiz. Estes têm a sua deontologia profissional e regras por que se regem, que respeito. Sempre respeitei a liberdade de imprensa e me bati por ela, quando muitos ficaram calados, porque nesses tempos se corriam riscos graves quando se protestava. As empresas, hoje concentradas em poucos grupos económicos, têm interesses a defender. É óbvio. Vem isto a propósito das acerbas críticas que têm vindo a surgir, na comunicação social, nos últimos dias, acusando o Governo de querer "asfixiar", em seu proveito, a liberdade de imprensa e os jornalistas. Não sou advogado de defesa do Governo, embora seja socialista. Mas isso não me impede, na altura da vida a que cheguei, de ser isento. Mormente em matéria tão delicada como esta - e que tanto prezo - a liberdade de imprensa. Basta ler os jornais, ouvir as rádios e ver e ouvir as televisões. O Governo - e em particular o primeiro-ministro - é todos os dias, a todas as horas, atacado, injuriado e ofendido na imprensa escrita e falada. Nunca se foi tão longe nos ataques. E nada se passa. Não há liberdade de imprensa? Será que pensam que o povo português não tem inteligência ou se deixa enganar? Ou que já se esqueceu do que foi a censura e a repressão do antigamente» Mário Soares

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