sábado, fevereiro 27, 2010

TAGUSPORKO

O Taguspark está na ordem do dia. Rui Pedro Soares, ex-administrador executivo da PT, e Armando Vara, vice-presidente da CGD, Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras são gente genial e na verdade comunicam telepaticamente no que não podem ser escutados. Andam nisto há décadas com boa-fé e altíssimo sentido de serviço público! Dizem-me alguns amigos socialistas que eu deveria esquecer, pousar o machado de guerra, suspender-me de fustigar essa Árvore Simbólica do Poder Executivo Adulterado e Mega-Corrompido chamada Sócrates e perceber, com lucidez, que o sistema político-económico das empresas públicas e participadas pelo Estado tem outros espécimes igualmente devastadores. Que isto é cultura enraizada. Que enquanto o País apodrece, à esquerda e à direita muitos rilham os dentes pelo mesmo: sorver o sangue dos portugueses. Dizem-me que o PS e o PSD são iguais ficções programáticas, são facções de olho cavo nos recursos públicos para melhor os malbaratar, conforme fizeram ao longo das décadas pós-vinte e cinco de Abril. Sabe-se (sintetiza-o Helena Matos) que no TagusPark, o final dos mandatos dos administradores foi maldosamente antecipado – custou meio milhão de euros em indemnizações – para entrarem outras pessoas que provavelmente também terão de antecipar o final dos seus mandatos por razões igualmente malignas e serem, por sua vez, elas mesmas, indemnizadas também et in saecula saeculorum. Em face disto, faz todo o sentido incendiar a partir de baixo os pressupostos do Plano de Estabilidade e Crescimento, que será um severo golpe no cidadão comum, aflito enquanto engendra modos criativos de se sacrificar, sangrar e sofrer para pagar as suas despesas e educar os seus filhos, ganhando pior que mal, poupando miseravelmente porque nada lhe é dado guardar do seu suor. O Estado Português apodreceu a tal ponto, é tão promíscuo, tão opaco, tão desumano e imoral que, a julgar pelos desmandos emanados do fenómeno TagusPorko, está a precisar de defenestrações literais, de linchamentos morais, do triplo das publicações estilo "Sol", a ver se o amplo rebanho abocanhado nacional acorda para a Alcateia dos Partidos de Poder. Sócrates é Poder. Enquanto tal, é o ápice de essa porcaria que apenas se perpetua porque beneficia do alheamento e ignorância gerais. Se assim não fora, não haveria Almeida Santos para salvar as aparências, com aquele topete cangalheiro do costume, enquanto eufemiza largamente a podridão dentro do seu PS e viscosa no seu Sócrates.