NOS 13 ANOS DE CRESCIMENTO ESPANHOL

Como se houvessem duas penínsulas, uma dentro da Monarquia Castelhana,
outra sob a República Portuguesa, desiguais em tudo. O principal parâmetro comparativo?
O abissal crescimento económico sob os auspícios dos mesmos fundos comunitários,
mas também é abissal a diferença nos demais parâmetros:
da vitalidade, à escala de mercado, à agressividade nos negócios.
Em Portugal vigora o círculo vicioso da deprimência, do pensar pequeno,
da falta de profissionalismo, do cortar das pernas alheias,
cujo sinal amolecedor podemos flagrar, com tristeza,
ou mesmo no desempenho infantil da selecção
durante o último europeu de futebol que poucos Freud explicariam.
lkj
Já não há brio em Portugal? Mude-se de regime para voltar a haver!
jhj
Note-se a patranha salarial portuguesa: os salários estão em perda efectiva
desde há anos em face da inflação registada ano após ano.
A economia por cá só pode estar retraída e em coma, o dinheiro não circula, em coma!,
coisa que se não se declara é por manifesta falta de coragem
e para não amargar as férias sofríveis de quase todos.
E era preciso um novo Plano Marshall para Portugal.
Tarde de mais! Já desperdiçamos dois!
Mas ao menos pôr o país no divã, isso urgia.
E agora que a crise é geral, há queixas e vozes por conclave europeu.
lkj
Não nos admiremos por isso do ufanismo castelhano
e do sossego das suas decisões em contraste
com as expectantes, prudentes e silentes palavras por cá nos nossos decisores:
lkj
«O governo espanhol não vai intervir no sistema financeiro,
à semelhança do que ocorreu nos Estados Unidos,
por considerar que este é solvente e que a economia do país,
apesar dos problemas, melhorará no futuro próximo.
lkj
Esta foi a opinião avançada hoje à agencia espanhola EFE
pelo ministro da Economia, Pedro Solbes.
O governante considera que o sistema financeiro está suficientemente "sólido"
e com as reservas necessárias para enfrentar o impacto do aumento da morosidade.
Solbes rejeita que o país se tenha paralisado devido à crise,
antecipando um crescimento "algo melhor" no terceiro trimestre,
mesmo que Espanha esteja a roçar a recessão.
lkj
Ainda assim, considera que é necessária moderação salarial
e que as empresas devem apostar em investimentos
em vez de dividirem os ganhos, valorizando a modernização da economia
e a correcção de desequilíbrios.
"Quando vejo o comportamento das pessoas no Verão,
a verdade é que não se nota a alegria de outros anos
mas também não há uma paralisação do país",
disse, sublinhando que a batalha contra a crise
deve envolver não apenas o governo mas empresários e trabalhadores,
que se devem habituar à nova conjuntura depois de uma "viagem de 13 anos de crescimento".
lkj
Aos trabalhadores recorda que o mais importante é manter o emprego,
pedindo que se tenha isso em consideração na altura da negociação salarial. ». [Público]
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