quinta-feira, novembro 06, 2008

CRIMES E PECADOS DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO


Numa linguagem meridianamente clara podem ser vistos, revistos
e compreendidos aqui os factos que determinam a presente miséria
a que diligentemente o ME tem arrastado o ensino em Portugal,
conspurcando de humilhação e deprimência uma das principais fontes
de sorriso, de felicidade humanizadores.
lkj
Estupidamente, coisa que só acontece com nefelibatas e caçadores dos gambuzinos,
Miguel Sousa Tavares nunca quis ver que o insucesso escloar português
foi sempre um filho bastardo da economia, dos baixos salários,
da frustração e desestimulação de vida que um sistema destes
instaura em círculo vicioso nos pais de família embrutecidos e insolentes de mais
para cooperarem com a escola, assistindo e apoiando activamente os seus filhos.
Terem os professores depois apanhado com o estigma
foi a reedição da sanha jacobina outrora contra padres e freiras e património religioso.
Louvo-lhe muitas causas, mas no que toca ao combate empreendido pelos docentes,
foi um imperdoável lapso reles do romancista, cronista, jornalista,
dependente do seu portátil com corrector automático e complicador formal.
lkj
O monstro existe e está aí. Lutem contra o monstro.

4 comentários:

Teresa Durães disse...

há anos que não vejo sair de que governo seja uma linha de estimulação da aprendizagem. O ME sempre a descer

Anónimo disse...

Onde nos remetes para a leitura do artigo do Miguel Sousa Tavares digo que, uma leitura atenta do mesmo, nos leva a concordar com muito do que lá está!

Até tu concordares.

O autor do texto que citas também afirma, assim "en passant" que 2o sistema educativo português sofre duma burocracia bizantina que quase não deixa margem ao ensino. Atacou a ministra alguma vez esta burocracia? Não, antes a favoreceu, porque para a atacar teria que desmantelar uma grande parte do seu próprio ministério e tirar assim poder a muitos bonzos em relação aos quais se pela de medo.

O sistema educativo português sofre dum incivismo endémico que quase não deixa margem à aprendizagem. Atacou a ministra alguma vez este incivismo? Não, antes o ampliou, ao desautorizar os professores e ao elaborar legislação como o aberrante Estatuto do Aluno que está pronto para entrar em vigor.

O sistema educativo português sofre duma ideologia pedagógica delirante que despreza o conhecimento e o pensamento racional. Atacou a ministra alguma vez esta ideologia? Nunca. Pelo contrário, move-se nela como peixe na água porque é ela o seu habitat natural.


Tenho a impressão que, algures, lá pelo meio, nos escritos de ambos também terei percebido que mais que Maria de Lurdes Rodrigues, o que está mal é o Ministério. Da Educação.

Do qual os professores també, fazem parte. São eles o único mal? Não, mil vezes não.
Mas não deixa de ser curioso que vendo-se um quase unanimismo em que os males do Ensino vêm de longe, quem questione o porquê deste fragor "fenprofiano" seja quase queimado em praça pública.

Até eu, quando tiveste a fineza de me nomear num artigo que aqui deixaste, fui apodado de populista. E, pasma-te, vi que noutros sítios, remetiam para o que eu escrevi sob o mimo de "populista", mas sobre o que verdadeiramente escrevi ... zero!!!

E para os que a seguir me vêm bater, o que eu escrevi na essência foi que:

- os erros de Maria de Lurdes Rodrigues têm de lhe ser cometidos;
- os desmandos na Educação não são só de agora;
- os professores, e há muitos que o são na sua génese e essência, não podem permitir que os violentem, mas também não podem permitir que deles se aproveitem;
- é impossível fazer seja o que for num País onde o que hoje se assina, amanhã deixa de valer!

Blondewithaphd disse...

Eu já nem sei o que vai mal pela educação. Burocracia, desmotivação docente, desmotivação de alunos, ignorância, inépcia, decrepitude do sistema? Tudo, e tudo se complica cada vez mais. Em vez de monstro, acho que é mais um novelo emaranhado que só à tesourada lá vai (e mesmo assim não sei se se vai endireitar).

Peter disse...

Há muitos, muitos anos, quando frequentava a Escola Primária e o ensino obrigatório era a 3ª classe, o Governo de então decidiu que esse limite deveria passar para a 4ª classe.
Isto originou o descontentamento dos latifundiários que interrogavam o Governador Civil:
- E agora, como vamos arranjar "ajudas" para o gado?