segunda-feira, novembro 03, 2008

FÚNEBRE PSD FUNÉREO


Quem fala e quem não fala, quem credibiliza e quem descredibiliza,
quem lidera e quem não lidera, tudo isto é irrelevante perante o espectáculo
deprimente de um partido em agonia sob uma liderança agónica.
Tem imensa piada ver agora Luís Filipe Menezes, no papal papel de comentador,
a devastar alínea por alínea o frágil consulado de MFL e, com ela,
a golpear de igual modo a inépcia de quantos,
actores secundários e agentes de bastidores, lhe moveram
aquela resistência ferina, cruel, tão abrangente no tempo mediático
como no espaço mediático. Dir-se-ia que o autarca não se sacia
de servir o mesmo menu numa cadência pontual.
lkj
Uma massa de comentadores a soldo, lóbi do políticamente correcto
e das eternas vozes em coro, alinhadas e obedientes, assesta no mensageiro
e assesta, se possível, na verdade por ele transportada, mas deixa incólume
o veneno corrosivo da confiança, o chumbo da inoperância processual,
a figura triste, só, insípida e desmobilizadora de energias e de vontades,
embora, tomada por si mesma como pessoa, respeitável,
de Manuela Ferreira Leite, a grande empurrada para um filme que não é o seu.
Arrastando-se penosamente, ela é mais um líder de transição,
se é que haverá alguma coisa de pé e viva assim como um destino qualquer
que valha a pena para onde carregar um tal partido-kamikaze.

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