quarta-feira, novembro 12, 2008

PASSENTO, ESSE MARKETING PIROSO


Esta ideia de que os sindicatos representam a totalidade dos professores
é verdadeiramente a grande falácia e a grande armadilha com que José Sócrates,
tendo esgotado a cassete de apontar o PC como o verdadeiro conspirador contestatário,
reveste a questão. O pior, para José Sócrates, é que de A a Z
jaz consensual para todos que este processo de avaliação
assinado por sindicatos minoritários no célebre memorandum-armistício
e logo contestado por amplas plataformas de professores,
colide efectivamente com os interesses dos alunos e do ensino
no plano mais imediato, prático e objectivo.
lkj
Se, mesmo assim, o primeiro-ministro,
cavalgando o marketing piroso da sua imagem pífia de reformista e corajoso unilateral
contra as corporações, os interesses sectoriais
[mas passento e de joelhos com as construtoras e outros portentados económicos,
interesses com I grande], persiste na mesma linguagem feirante,
repleta de chavões e versões simplistas do problema,
alguma coisa se parte mais a fundo.
lkj
Em abstracto, quem poderá deixar de subscrever o princípio do mérito
para as progressões?! Ninguém. Por que terá de ser o caminho para lá
este trambolho legal, este terrorismo papeliano incompreensível?
Na prática, este modelo de avaliação é a crucificação absurdesca de uma multidão
já em estado de anulação, já em processo de opressão,
de assédio legislativo, de uma vingança processual deliberada e bem nítida contra si.
Veremos se esta teimosia triunfalística em castigar de oco os professores
terá valido a pena ou se a guerra comprada e assim querida não alastra e contagia
todos os que, de momento, estão amarrados a leis e a códigos
que mais os manietam e mais os amordaçam.

2 comentários:

Blondewithaphd disse...

"Trambolho". Gostei da expressão. Não estava em Portugal aquando desta última manif. Dizem-me que foi um sucesso. Porém, será que vem daí algum benefício? Pois... duvido.

Anónimo disse...

Porque não usar a ferramenta que o Ministério da Educação colocou à disposição da comunidade para fazer queixa dos professores, para mandar um recado à senhora Ministra.
Eu já mandei duas queixas. Imaginem se todos os professores fizerem o mesmo.
Para simplificar o processo deixo aqui uma conta de mail exclusivamente criada para o efeito, mais tarde darei conta das queixas enviadas.

https://www.ige.min-edu.pt/e-atendimento/presentation/queixa.asp

Mail: souavaliador@gmail.com



Abraço
Sou avaliador

A ideia surgiu após receber o mail seguinte:


A avaliação na escola é um proforma. Afinal os professores são
avaliados de forma cobarde e pidesca. Como sair desta mafia??? A quem
apetece trabalhar neste clima??

Inspecção

Inspecção cria secção de queixa electrónica
A Inspecção Geral da Educação criou, na sua página oficial, uma secção
de apresentação de queixas contra escolas. Eu não queria acreditar.
Fui ver e verifiquei que era verdade. Veja, também, aqui. É o local
ideal para pais ressabiados fazerem queixas dos professores. E hoje em
dia, há pais a fazerem queixa de tudo: porque o professor embirra com
o filho, porque o professor não deu 19 ao filho e ele assim não pode
aspirar a entrar para Medicina e até porque o professor não deixou a
filha atender o telemóvel na aula. De há três anos para cá que se nota
uma alteração de fundo no papel dos inspectores. Antes de 2005, os
inspectores visitavam as escolas quando tinham de visitar e faziam-no
com um propósito formativo. Ajudavam os professores a diagnosticar as
falhas e a encontrar soluções para os problemas. Nos últimos três
anos, os inspectores passaram a ter um papel repressivo e punitivo.
Todos os professores notaram essa mudança. É uma mudança tão notória
que se verifica até no modo como os inpectores falam e se relacionam
com os professores. A marca dominante, nos últimos três anos, é o
distanciamento.
blog de ramiro
ora veja onde chegámos!!!

Querendo apresentar queixa contra qualquer professor ou escola, clique em:

https://www.ige.min-edu.pt/e-atendimento/presentation/queixa.asp
NOTA: para os professores se queixarem dos alunos, dos encarregados de
educação, ou até dos orgãos de gestão, não existe esta facilidade
electrónica, pois terá de recorrer às burocracias dos tribunais,
nomeadamente o Ministério Público, sendo aconselhado a constituir
advogado e a pagar-lhe com o seu vencimento

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E a burra sou eu???? !!! A ruim sou eu??…..Haaaaaaaaaaah……..