sábado, novembro 22, 2008

PS, A COREOGRAFIA DO MAL


A sociedade portuguesa está a compenetrar-se melhor a cada momento
que toda esta questão do BPN terá muito por onde chamuscar
não apenas o PSD, não apenas inclusivamente o PS,
o cerne, portanto, do que tem sido o poder político e económico no País,
mas sobretudo alguns dos fundamentos da própria oligocracia portuguesa
com fachada democrática, chamemos-lhe democracia, para não lhe chamar
monturo, vergonheira, nova Chicago de um Al Capone difuso.
lkj
No plano das audições em sede parlamentar,
seja em comissões especializadas de acompanhamento, seja
na comissão de inquérito a formar seguidamente,
é sintomático o sem número de óbices levantados estranhamente pelo PS
a que alguns dos envolvidos sejam ouvidos. Porquê?
Para saborear na imprensa, notícia a notícia, a pira de descrédito
na opinião pública onde ardam e se imolem as figuras dos adversário directos?
Para salvaguardar algum nome ou esquema delicado pelos vínculos ao próprio PS?
Porquê? O Mal é isto. Uma legislação lassa sobre corrupção
que o PS fez questão de assim promulgar, à revelia de Cravinho,
falhenta e rala como um coador. E o Mal é também este atrasar das audições
por vantagens de agenda e de disputa política no deserto das ideias português.
lkj
Esta Máfia sodomizante entre negócios e política está agora nua, diante do nosso nariz,
e apesar de administrada, de gerida e tratada caprichosamente no plano mediático
para cusar danos políticos mais a uns que a outros, oferece-nos a possibilidade
de uma longa retrospectiva e reflexão de quanto ela danou Portugal
e o condena ainda por muito tempo, pois uma sociedade estratificada, sul-americana
e injusta, como a nossa, onde a Dra. Manuela estremece com uma miséria
de aumento do salário mínimo nacional, uma sociedade de tias,
divorciadas do dia-a-dia de loucos dos portugueses,
que só esgrime o discurso social quando faz sol e para a fotografia,
uma sociedade anónima, essa horrível PS e PSD SA, merece apanhar com toda a coça
de que a sociedade civil seja capaz e lhe queira dar, espancando-a
de rejeição punitiva. Não haverá perdão nem haverá votos na hora de considerar
este núcleo a pouco e pouco exposto de corrupção e decadência.
lkj
E é assim dramático que se antecipe ao parlamento a mentira e a incoerência
das entrevistas-de-mentir previamente televisivas, previamente nos jornais
e que isto permita que se ganhe tempo, que se perca tempo, que se lance a confusão:
uma chuva de desmentidos e de palavras contra palavras. Na verdade,
é a todo o custo que se branquearão clamorosas fraudes passadas.

6 comentários:

Tiago R Cardoso disse...

Sinceramente digo-te que se lixe o inquérito parlamentar, já há muito tempo que se nota que as comichões... perdão, comissões parlamentares servem unicamente para a famosa arte portuguesa do enchimento do chourisso.

Mendigo por justiça e já agora mendigo a palavra dinossáurica.

Pata Negra disse...

Digno de linkar.
Um abraço sem direitos de autor

antonio ganhão disse...

Hum! Isso quer dizer que te curaste do teu fascínio pelo Menezes?

j. manuel cordeiro disse...

Subscrevo o diagnóstico mas tenho que acrescentar isto: foram os portugueses que os lá colocaram. Ah e tal mas não há alternativas e são todos iguais. Pois. É no que dá esperar que alguém apareça para resolver os nossos problemas. Alguma vez, se calhar, temos que ser nós mesmos a tomar a coisa em mão próprias.

Mas voltando à terra, não vá a divagação bater-me ainda mais forte, há uma questão que não percebo. Uma vez que o dinheiro não se evapora e, se calhar, até segue as leis de Lavoisier, onde foi parar toda essa massa que agora está em falta? Houve perdas financeiras e o sub-prime e bla-bla-bla. Mas, novamente, quem passou a ficou com a carteira mais cheia?

Esta história da crise, até da mundial, cheira mal. E é cheiro a podridão.

goooooood girl disse...

your blog is so good......

José Lopes disse...

Os resultados do monstro que é a economia neoliberal, estão à vista. Os presumíveis culpados, ou seja os autores do delito material, até podiam ser facilmente identificados, mas aqui reside o busílis da questão: identificados os autores materiais, e os processos da marosca, ficavam também a descoberto os beneficiários da tramóia. Pois é! Fica claro porque é que eu acho que se montou o circo, mas apesar dumas quantas acusações mal amanhadas, nada de substancial se vai saber do ROUBO, porque foi disso que se tratou.
Cumps