terça-feira, novembro 25, 2008

RECESSÃO MORAL E ECONÓMICA


A trupe de incompetentes e degenerados dos valores fundamentais
da democracia que se toma por Governo de Portugal,
hábil praticante de formas subtis e desabridas de mentir e distorcer,
resolveu há muito deitar a mão controleira em todos os números,
índices, estatísticas, indicadores, para assim mais bem condicionar, retardando-a,
uma leitura necessariamente devastadora da sua intervenção económica global,
oprimente para com o cidadão comum, mãos largas para com o poder económico,
Banca, Indústria, boys com acessores sem fim - essa massa de prestadores
de favores políticos colocadas em lugares-chave do Estado a fazer coisa nenhuma,
a ganhar vergonhosos e despudorados honorários, massa de eleitos
que tentaculiza Portugal até ao ultravómito do ultraje,
coisa que escapa à generalizada iliteracia
de muitos frequentadores dos Fora,
como o da TSF e os das TVs.
lkj
Fazendo anunciar ser Portugal [com zero ponto e pico]
a honrosa excepção no plano da recessão europeia, o ridículo das agências
das instituições e dos media que isto veiculam não podia ser maior.
A realidade está e estará para além dos números e dos índices anunciados.
Depois dos favores de letra e conversa da treta à agenda do governo pelo BdP,
pelo FMI, pela OCDE, nunca como agora o correcto discurso económico,
alavancado por instituições correctas e passentas, serviu de desesperado tampão
e bóia salvadora à incompetência mais gritante e aos números maus da economia,
óbices estes últimos de nada mais perigoso ou urgente ou pertinente para o País
que a possibilidade de uma reeleição folgada para um Partido.
lkj
Agora sabemos que os depositantes do BPP são menos gente
que os depositantes do BPN e merecem menos protecção.
Cambada de hipócritas e requintados camaleões!
Agora sabemos que os contribuintes, enganados, explorados,
esmagados de um fisco desmesurado, servem para todos os remendos
e para todos os riscos-casino do Estado. Agora sabemos que Dias Loureiro,
que há poucos meses, com a sua voz de castratto falhado sem Ópera que o queira,
os seus olhinhos piscos e lacrimejantes, e a sua emoção
aflita por apadrinhamento e protecção, elogiava os méritos do Menino de Ouro
enquanto que, há mais meses ainda, rugia como um leão autoritário,
com outros nove barões da merda, contra, por exemplo, os espirros de Menezes,
agora dança um corridinho algarvio entre versões e contradições,
com que o contravertem e contradizem. Agora sabemos que o discurso económico
praticado pela interina e despreparada Tia Manuela e pelo Tio Sócrates,
que fogem do ranho das gentes como o gado foge dos cawboys,
é um desastre, uma tragédia, uma falta de criatividade completas.
lkj
Não foram nunca, em nenhum momento, os portugueses que danaram Portugal.
Não foram nunca, em nenhum momento, os portugueses
que se desmobilizaram a si mesmos da construção do progresso no País.
Esses políticos da merda, há trinta anos a encher-se de reformas obscenas
e a outros reformados obscenos da Banca, a nepotizar com discreta alegria
fazendo-se pagar com honorários irrealistas de gananciosa tragédia, sim!
Esses políticos da merda, da mentira, das irrealidades, do assédio social,
e dos sucedâneos-magalhães e carros eléctricos de verdadeiro rasgo e visão política,
esses agentes cegos do controlo desumano do défice,
dos ordenados mínimos sempre minimizados,
e da fiscalidade criminosa, são esses que nos danam e danaram,
num servilismo europeu de Tios incompetentes, protectores exclusivos
dos interesses instalados e das reeleições.
lhj
Não nos vermos livres de tais visionários vesgos!

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