quinta-feira, novembro 13, 2008

A GRANDE IMPERTIGADA


Os microfones almofadados multicoloridos diante dos lábios semelham obuses apontados
e, da sua boca e do seu olhar, cada frase emitida traz asco e enfado e não convence.
A mesa é enorme e ampla, bem impessoal comunicando a distância segura
de todos os ditadores inseguros do passado, do presente e do futuro.
Os jornalistas tremem e sentem-se tensos: as perguntas
não vão ingrunhar respostas que sobrevivam ao senso-comum
ou sequer à precepção que vai pelo país adentro.
lkj
Em vão esboça ela sorrir, em vão toda se impimpona para as câmaras.
De algum modo, o modelo chileno ou romeno de avaliação dos professores
é de tal forma orgásmico, de tal modo um must, um incêndio de Roma por atribuir,
que, dê por onde der, se vê bem que aquele espumar trucida a reacção
e urde inverter a ordem da vitimização própria e dos secretários
valter-serafim-sódade e calva-prótese-ocular-pedreira.
ljlj
Quem ganhará uma guerra assim tão aberta e declarada?
As vítimas blindadas, lampreiras, perfeitamente à prova de ovos, tomates, pepinos
e demais géneros putrefactos nacionais arremessados? Ou antes as vítimas encurraladas
por papéis mil-folhas, com mil aulas assistidas
por gente improvavelmente ubíqua e atravancada? As vítimas tensas, desavindas,
ressentidas e colegialmente desconfiadas? As vítimas com a sensação de abovinamento
geral pela crassa estupidez vingativa e torcionária na letra, no espírito e nas mentes
que tal Monstro de Papel Totalitário importam e implementam?

1 comentário:

goooooood girl disse...

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