segunda-feira, agosto 03, 2009

O MEU DESEMPREGO É POLÍTICO. E O TEU?

Ao ler o texto a seguir transcrito de JPP retomo consciência e recordo quanto do meu desemprego, coincidente com o período de vigência de esta legislatura, tem fundamentos políticos e é, nessa medida, uma tragédia pessoal e um libelo contra a estrutura organizativa do Estado Tentacular e Ubíquo Português, sobretudo quando capturado por um Governo gerido por zelosos vingativos, obstaculizadores da vida de opositores, e ao mesmo tempo dispensadores de favores aos seus dependentes e apoiantes, consoante os casos. Percebi que ou se emigra e desiste de um Portugal Livre e Empreendedor fora da tutela opressiva do Estado, ou se dá toda a luta possível e perseverante ao estado de coisas que persiste. Efectivamente, não há esquerda nem direita, não há ideologia e um sentido de bem comum. O que há é estômago. Estômago de Estado. Estômago de Partido. Estômago dos interesses estabelecidos competindo com, comprometendo e rasurando o simples direito à dignidade pelo trabalho de muitas centenas de milhar. Somos milhares de não alinhados nessa deriva do Partido Socialista em absorver o Estado tão completamente que a ideia de Elisa Ferreira, ao falar do Dinheiro do PS como Dinheiro do Estado, seja efectivamente palpável. Fui remetido à miséria por esse Sistema, mas é impossível remeterem-me ao silêncio. No apogeu da minha vontade de lutar, dou luta todos os dias e veremos quem merecerá ficar de pé: se o Desempregado Político que sou, como outrora o Perseguido Político ou o Preso Político eram o que eram; se o Sistema Viciado e Siciliano do Poder Socialista Tentacular e Ávido. Em qualquer dos casos, só conheço para mim a atitude erecta de um insubmisso, perca ou ganhe nas minhas Causas e Paixões de Vida: «Há pouco dinheiro, há pouco emprego, há pouco espaço fora do Estado, há muito pouca coisa fora da alçada do governo, existe um poderoso establishment nas universidades, nas fundações, na "sociedade que passa por civil mas não é", que também depende do poder, há cada vez mais Estado na economia real, cada vez mais gabinetes ministeriais a decidir sobre matérias que nunca lá chegariam há meia dúzia de anos, há muita corrupção institucionalizada nos partidos e no Estado, há demasiado centralismo, demasiada vontade burocrática, demasiados subsídios, para haver respiração para a liberdade. Numa sociedade civil sadia propostas como os "chips" nos carros, a generalização incontrolada da videovigilância, as administrativas proibições de tudo, de que são exemplos recentes a proposta de proibição de sondagens ou o mundo comunicacional artificial e burocrático da "directiva " da ERC, gerariam enorme controvérsia, desobediência cívica e voltariam ás gavetas dos que as produziram. Mas não é assim, porque os dependentes são muito mais do que os independentes e a acomodação é uma regra social. Dizer que "não" é raro. O governo do PS joga muito nisso, vive nisso, vive disso. A crise ajuda, não os ajudemos nós.» José Pacheco Pereira, Jamais

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