O ÚBERE DE VARA
A glutonaria da clique socratista vai até ao último, ultimozinho e derradeiro momento. Vara sai de cena, largando a custo o úbere do BCP, mas com os bolsos forradíssimos de papel-dinheiro. É justo. Fazendo parte da família, não se deve fugir à regra que consola e protege a dita. Ora a regra dita que todos os filhos e afilhados do socratismo estejam bem na vida na exacta proporção oposta ao que sucede a Portugal — à espessa maioria de portugueses sem vocação para poltrões. Julho, aliás, é-lhes já um mês insustentável, tantas décadas após ter sustentado os pançudos partidocratas. Vara simboliza o esboroar-se do socratismo, mas com "classe", declarações protestativas de "seriedade", e sobretudo com "pose". Muita "pose".
+%E2%80%94+Pieter+Bruegel+(1564-1638)+%E2%80%94+Kunsthistorisches+Museum,+Viena.jpg)
Comments