NON AVEVO CAPITO PALMIRA

A Palmira socratista tanto pode ser a advogada diabólica do diabo, nas questões jurídicas com que o diabo fede, como inteiramente racional e ecológica de acordo com o ditado, o roteiro e o libreto do desnorte governativo. Na questão das SCUTs, essa imoralidade retardada, mentida e negada pelo socratismo pândego e voluntarista, a Palmira é claramente a favor. Ó Palmira, minha cata-vento socratista, tu és, como diria o Artista Bastos, célebre e imorredoira personagem de Herman José,  «... com todo o respeito que me mereces, uma porca fascistóide e uma renomada prostituta política». Ela percebe e não percebe, conforme o ditado governativo lhe dita perceber ou não perceber a porcaria: não percebe Freeport, não percebe a Cova da Beira, não percebe o negócio PT/TVI, o diabo a quatro. Os blogues poderosíssimos que nenhuma Comissão Parlamentar de Inquérito declarou ainda imorais ao Erário Público, desonestos com duplicidade assessora pública e militante partidária dos seus anónimos, intelectualmente prostituídos, são assim. Têm Palmiras. Depois do fervor pela homologação gay dos casamentos em sentido estrito e originário e a fantástica e prioritária gaycização do Estado Português falido e esfomeado de recursos, Palmira não percebe as objecções que se levantam ao pagamento nas SCUTs e ao meio inicialmente escolhido para o fazer. Para ela é muito simples: introduzir (sempre o verbo sexual nestas coisas!, como diria o Diácono Remédios...) agora o chip, uma versão simplificada da Via Verde, é uma excelente forma de "testar", à custa do parvo triplo pagador de impostos português, um método que dentro em breve será, tudo indica, universal. A Palmira lisboeta e centralista, burocrática e paga para enxamerdear de cientificismo e paleio jurídico o mega-blogue Jugular, não percebe.  Acho que não faltariam uns milhares de putativos utentes e pagantes prontos para o serviço, se Palmira resolvesse meter ou introduzir explicador. «Ah, mi perdoni, non avevo capito che lei è una baldracca!»

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