QUEM TEM MEDO DA RECESSÃO?!


Sinto-me orgulhoso de um País, onde neste momento nem sequer se fala no assunto.
Só ele está bem, como o homem da erecção`contemplativo e à margem, na foto.
«Amanhã, serão divulgados os valores do PIB no primeiro trimestre para a maior parte das economias da UE (incluindo Portugal), esperando-se, para a Zona Euro, o primeiro resultado negativo desde a criação da moeda única em 1999. [Público]»
lkj
Noutras paragens, como Moçambique, cheira a terra da promissão.
os desempenhos estão aquém, a economia segue retraída,
e nem o turismo escapa. As pessoas não gastam o seu dinheiro
e começam lentamente a perceber que a bondade do apoio governamental
às maiores e melhores empresas nacionais não se traduzirá
Quanto maiores e mais eficientes essas empresas, menos carecem de mão de obra.
lkj
Este é o paradigma novo que temos diante:
por um lado o Estado demite-se das suas funções naturais, alienando-as, privatizando-as,
por outro, as empresas crescem com base na automação-robotização,
aumentam os seus lucros exponencialmente,
mas não mais exprimindo um potencial de partilha na comunidade (o que é isso?),
de valor acrescido social, a não ser talvez com novas Fundações de Benemerência Póstuma
como a de Nobel, de Campalimaud, de Gulbenkian, e isso com sorte. Com muita sorte!
Que fazer? O Governo mostra não saber.
Advogados a mais e professores a mais talvez conduza
a uma nova re-africanização da nossa emigração.
Está a conduzir certamente à deserção de Portugal, numa californication portuguesa.
Além do facto de a Martifer ser o que é,
a verdade é que temos mais, melhores e mais autónomas máquinas!
lkj
Porém, não se diz nada nem se faz nada em tempo de férias.
O comentário económico foi a banhos.
Talvez só amanhã, com as costas quentes e enquadrados
pela massa de países com circunstâncias macro similares, haja umas palavrinhas de realismo,
que nos não assuste, mas prepare e mantenha na banda gástrica económica
que, por equívoco, os nossos governantes decidiram impor-nos
sendo o nosso este organismo magro que se sabe. Há operações por engano.
Falta-nos por cá um Spencer Tunick da expressão artística:
é bela a naturalidade da verdade dos factos tal como são.

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