quinta-feira, setembro 11, 2008

ARTESÃOS DE LEIS


Num tempo em que o PSD perdeu timming, acutilância,
energia e sentido de demarcação processual clara,
onde mais que a vincar-se
tende mais a desvanecer-se gradualmente até se transformar na inocuidade
acabada que poucos se recusam a verificar,
tenta o CDS-PP, mediante o arguto Portas,
ocupar o espaço disponível e fazer todas as despesas hostis
que há a fazer contra o Governo, agora contra a má qualidade das leis
e a compra de conflitualidade institucional com a Presidência da República.
Até neste ponto CDS-PP e PCP coincidem maravilhosamente.
lkj
Não é uma acusação original e inédita: já por cá lembrei
o que, pela voz do juíz Rui Rangel, quase toda a gente da jurisprudência
conclui por experiência: são conhecidos os vícios abusivos e os tiques avulsos
marca de água socialista, característica típica e inconfundível nos articulados legais
emanados dos especialistas do PS, quando Governo.
Depois, arranjar bodes expiatórios
(seja o Presidente da República, seja a história da carochinha Lee Harvey Oswald,
não é que deixaram em liberdade o autor dos disparos em Portimão?!)
e alijar responsabilidades também se transformou
num hábito típica e francamente socialista.
lkj
Sócrates, por sua vez, adopta um timbre discursivo marcado pela atenção
ao azedume que por aí vai contra ele, como que pregando aos peixes
contra o pessimismo, a maledicência e outros pecados de língua
que por tudo e por nada visam-no a si e ao seu Governo.
lkj
Nós que, por cá, assistimos de poltrona, desempregados ou no emprego
que deus quis, ressonamos ante esse teatro com todo o tédio.
Azar não ter à mão pipocas. Azar ainda maior
terem-se acabado as latas de cerveja bem fresca.

1 comentário:

Anónimo disse...

Mas e o meu caro amigo queria as latas de cerveja bem fresca para quê?
Para beber ou as atirar ao Portas, ao Sócrates e ao Cavaco?