sábado, setembro 27, 2008

OBAMA'S BEAM ME UP, SCOTTY!


Vi o debate entre Obama e McCain pela CNN,
depois de ter visto no AXN a politizadíssima Entrega dos Emys,
perdendo a paciência com a intrusão tradutória na SIC-N.
lkhj
Vi-o, apesar do sono, apesar da hora,
observando a sucessiva abordagem aos tópicos,
a possibilidade de expor o pensamento sem as interrupções incivilizadas
que por cá jornalistas e adversários políticos muito gostam de cavalgar
abominavelmente, diga-se, a pouco e pouco passando com o corpo e o olhar
para o lado de lá, Oxford, Mississipi,
e sinceramente sentindo alguma pena por não estar lá,
e por, em matéria de riqueza opinativa, abrangência de matérias,
clareza e vitalidade cívica, não fazer eu parte integrante de tal mundo,
não poder eu viver e intervir também como um cidadão norte-americano.
lkj
Falar de vitória vitória é um conceito redutor para qualquer das partes,
mas é óbvio que o herói aqui é Obama, é ele que, depois do combate,
poderá dizer «Beam me up, Scotty», missão cumprida.
De pouco valerá ao sénior herói de guerra McCain o seu estatuto venerável.
lkj
Certamente que o rezingão MacCain, com o seu tique de língua lagarta,
foi um bicho duro de roer, bem agressivo, sem dúvida experiente,
sem dúvida cheio de iniciativa e trabalho no passado em variadíssimos dossiês
de importância crucial. Ainda tem um conceito de poder
reaganiano, feito de inflexibilidade negocial com os Eixos Malígnos,
ao passo que Obama assenta a sua tese de actuação putativa e futura no facto
de que o isolamento férreo de um país, cercado de sanções económicas e de silêncio
acicata nesse país precisamente o tipo de reacções mais indesejáveis,
conforme o caso recente da Coreia do Norte, ao reactivar o seu programa nuclear.
Daí desejar instituir vários níveis negociais, várias plataformas negociais directas,
até ao mais alto nível, estratégia com a qual concordo.
lkj
McCain nunca cruzou o seu olhar para Obama, estava rígido ali,
com as suas mazelas físicas e a sua marca de um duro de roer, defendendo-se,
distorcendo a cada passo as asserções obamanianas,
esforçando-se por mostrar-se mais por dentro dos assuntos.
Obama mostrou-se mais natural, fisicamente era aquele um corpo de diálogo.
Conforme ontem vi muitos dos premiados com um Emy subliminharem,
em especial alguns séniores com Emys de Carreira, aplaudidos de pé:
era preciso mudar de governo, de registo, de estilo, de perfil, de tudo,
porque é muito triste ver a ignorância (Bush) em acção.

2 comentários:

Marcos Santos disse...

O Brasil é um pais repleto de "Obamas".

Um dia, as suas oportunidades surgirão.

No caso americano, Obama cumprirá o seu destino.

koolricky disse...

A mim precupou-me a falta de soluções que ambos apresentaram acerca da actual crise económico-financeira!