quinta-feira, setembro 11, 2008

DESCULPA PARA MATAR


Quando uma nação enorme, cheia de activos humanos,
criatividade, inventividade e recursos é conduzida pela mão agorilada,
com perdão dos gorilas da montanha e dos gorilas da planície,
(ao caminhar, aquele homem pertence a um escol de humanos
cujas palmas das mãos se voltam para trás
e não se mantêm paralelamente ao próprio corpo),
para um desastre económico por causa de uma aventura bélica,
poderemos questionar-nos em que é que erramos.
As vítimas do 11 de Setembro talvez merecessem actos e estratégias
bem melhor ponderadas do que o passar à ofensiva testosteronística grunha
e fazer de uma parte energeticamente apetecível do mundo
um renovado Far West para experiências militares e sangrias.
lkj
Evidentemente que questiono os passos seguintes ao atentado.
Evidentemente que acredito no combate ao Terrorismo,
mas não em embustes massivos e muito menos na violência ofensiva.

2 comentários:

Anónimo disse...

No meio de uma liderança esconssa e tíbia, feita por lunáticos e fanáticos que, nalguns casos, acreditam ter uma missão para levar a cabo no reino dos homens, importaria que não só os governos, mas muito particularmente as sociedades ocidentais, considerassem que possivelmente o combate contra os infames que, partindo de uma interpretação ímpia do Islão, pretendem colocar-me a mim e a ti a andar com uma barba com 20 centímetros e às nossas mulheres em casa e de cara tapada!

E alguns já estão na nossa rua, a pregar o ódio mas a viver do assistencialismo dos Estados e sociedades que dizem odiar. E odeiam!

joshua disse...

Nessa tarde cá, manhã lá, estava a servir cafés e bolos numa falhada tentativa da minha família com uma Confeitaria condenada que compramos em pleno Porto. Olhava a Televisão boquiaberto. Havia uma mulher loira, namorada nova, que volitava por ali em auxílios de limpezas exageradas pelo chão com amoníaco agonizando-nos acidentalmente uma certa vez sem remédio.

A loira não era para valer. A confeitaria não era para valer. Tanto as torres como eu caímos fragorosamente das ilusões abaixo por esse tempo lato de dois, três anos em volta. Elas pela primeira e última vez. Eu, mais uma vez, mas com mais fragor e mais estilhaços. Não sei se a última. Nunca se comete a última ingenuidade se se é ingénuo ou é essa a imagem que passa.

A loira fora-me dois aviões encharcados de combustível, passageiros e decisão no cockpit, na máxima força, contra as minhas certezas todas. Depois dela, e derrubado, nunca mais pude ser o mesmo. Sou outro. Deu-se um curto-circuito, os meus neurónios e o modo de tudo em mim funcionar vai decididamente pelo lado da Arte, pelo lado do Prazer e pelo lado que aspira a nunca mais uma tirania suportada. Nunca mais.

Nem de fêmea. Nem de patrão. Nem de nada.

Só me falta poder viver pela Arte. Já vivo por causa dela. Se sofro muito mais é por isso, pela dor de ainda (e não sei se nem quando) poder ser. E ter mulher e filhas que sustento, devo e irei sustentar melhor, agonizando hierarquias. Nada há que mais me realize que viver pelo sonho e pela fantasia.

Não viver de mais nada nem para mais nada que para a escrita artística e a Arte por contemplar em todo o lado, é a minha vocação e natureza, e isto foi fruto, foi cunhado, foi o ferrete do meu 11 de Setembro. O Maestro, pai da loira, tão meu amigo, morreu em Agosto de 2002 com uma cirrose terminal. Fazia anos a 11 de Setembro.

PALAVROSSAVRVS REX